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Estamos no  Sapo

 

 

 

Reflexão

Este espaço é preenchido com artigos de natureza filosófica, da autoria do Webmaster ou de outras pessoas que queiram colaborar neste site.  
 

A perda e a união (27-1-2004), Eliseu Mateus
É curioso o quanto pode unir pessoa, a perda de alguém.  Ainda é mais impressionante o que pode ocorrer ao nível de um país inteiro. A morte das pessoas é algo que, infelizmente, ocorre todos os dias. Por exemplo, os médicos de um Serviço de Urgência, ou os paramédicos do INEM ou até mesmo os bombeiros são, de entre nós, pessoas que não têm outro remédio senão aprender a lidar com o fenómeno da morte humana. Mas até mesmo estes não estão a salvo da angústia e da agonia.

Não dispondo de certezas quanto ao que está para além da morte, às pessoas ocorre o que é normal ocorrer quando nos deparamos com qualquer coisa desconhecida e ameaçadora - medo e desespero. Haverá remédio para este medo e este desespero?

Se há coisa que me emociona, essa coisa é a reconciliação entre pessoas desavindas. A união entre as pessoas que antes se desprezavam, o olhar compreensivo de alguém que até ao momento apenas sentia zanga, o aprender de que somos mais do que meros indivíduos, sós, no meio da multidão ... é algo que me emociona ao ponto das lágrimas. Acredito que este fenómeno é, de certo modo, comum a muitos de nós (pelo menos no estado em que nos encontramos neste planeta). E é, aparentemente, este fenómeno que também ocorre perante uma perda de alguém. Pela minha experiência, esta componente de emoção não é forçosamente uma emoção negativa. Não será esta porção de emoção que agoniza as pessoas

Reparem que a união que se pode observar em torno de uma morte pode ser vista como uma espécie de uma pausa no jogo hostil do dia a dia. As pessoas compreendem, mesmo que sob o efeito redutor de toda a emoção, que existe um jogo maior -  a Vida, ela mesma.

O que as pessoas não compreendem, porque lhes falta o tal conhecimento sobre o fenómeno da morte, é que há um jogo maior do que aquele que é representado pela própria vida humana. É esse jogo que um dia será entendido por todos nós. Quando esse dia chegar, a morte será vista tal como ela é na realidade - um corpo morre, o espírito não. Nós não somos corpos, somos espíritos e como tal não podemos morrer.  Assim, quando as pessoas choram a morte de alguém, não sabem que na realidade esse alguém apenas perdeu o seu corpo e que outra vida virá dentro em breve.

É óbvio e evidente que a maioria de vocês não acredita no que está escrito acima, pelo menos na parte da imortalidade do espírito. Mas numa coisa podem reflectir: o mais próximo que alguém pode estar da morte é o não acreditar que é imortal, mesmo apesar do seu corpo actual não o ser. É realmente talvez uma das maiores ironias do Universo - está mais vivo alguém que acabou de deixar o seu corpo, do que os seus amigos que choram a sua partida.

Para a pergunta " Haverá remédio para este medo e este desespero? " há uma resposta - o conhecimento!  Mas como pode alguém chegar ao verdadeiro conhecimento se se recusa a confrontar a sua própria natureza espiritual?

Como é que eu sei isto?! Mostrou-me um filósofo meu amigo.

 

A emoção que nos dá o poeta  (29-12-2003), Eliseu Mateus
O poeta chega tão próximo da verdade, aproxima-se tanto da beleza, e da imagem de um paraíso (de onde viemos e cujo caminho de volta procuramos) que nos encanta e nos inspira a tal ponto de nos inundar de emoção. O poeta é alguém de nós, que sabe o que todos nós sabemos e o que todos nós um dia decidimos esquecer em prol de um mero jogo do qual nos tornámos constrangedoramente prisioneiros. A diferença é que o poeta ousa. Ousa lembra-se mesmo sem se lembrar. Ousa saber, mesmo tendo esquecido aquilo que sabe. E quando fala ou escreve, nós trememos, arrepiamo-nos e vertemos lágrimas de emoção. O poeta extrai emoção onde o humorista extrai gargalhadas. E se o humorista explora todo um reino de jogos de linguagem, de ridículos, de desencontros e de inesperados, o poeta explora algo muito mais profundo e muito mais transcendente. Mesmo sem o saber, fazendo bailar as palavras e buscando novos significados nos meandros da simples linguagem, o poeta (tal como o músico ou o pintor) sempre que desperta uma verdadeira emoção capaz de levar um humano às lágrimas, ele está a fazer esse humano lembra-se, um pouco, de que ele é algo mais do que um simples ser humano. É por isso que ele chora. Chora de saudade... Chora de esperança...

Obrigado poeta. Feliz ano de 2004.

 

A nossa mania de dizer "Eles" (10-10-2003), Eliseu Mateus
Portugal é um país giro!  É giro porque, graças às nossas televisões, às nossas rádios e aos nossos jornais, cada vez mais o povo exercita o seu poder. Estou a falar dessa ilustre e reputada Opinião Pública. Poderemos perguntar o que afinal é esta coisa da Opinião Pública. Trata-se da Opinião DO Público. E não estou a falar do Jornal Público, mas sim do Público, ou seja, o Povo. Estão a ver? Estou a falar do Mexilhão. O tal que de tudo se queixa. O tal que por tudo se lixa.

Mas... até onde a opinião do Público se confunde com a Opinião do Público, o Jornal? Até que ponto, não é o Público (o Jornal) a induzir o Público (o Mexilhão) a pensar e a opinar com pensa e opina?

Já ouviram, de certo, falar na palavra Demagogia. Fui ao dicionário e retirei algumas definições interessantes: "Preponderância do povo na forma do governo", "Abuso da democracia" e last, but not the least, "Dominação tirânica das facções populares". Já viram bem?! Aparentemente um dos nossos reputados dicionários ainda considera o Povo como classe social separada de outras classes que, por exclusão de partes, não são Povo. Sempre que ouvirem falar que "tal e tal está a ser demagógico" ou que "tal ideia ou opinião é demagógica", fiquem a saber que quem a expressa pensa que ainda subsiste no nosso país uma classe que pode ser "preponderante na forma do governo", ou "abusar da democracia" ou ainda, "dominar tiranicamente as outras classes não-povo". Mas que classes serão estas, eu gostaria de saber?

(Bem, se alguém falar de demagogia pode ainda estar a utilizar outra qualquer definição que não consta do dicionário que eu consultei. Nesse caso o que eu sugiro é essa pessoa seja convidada a explicar exactamente o que entende por este termo.)

Devido a esta ideia de que o Povo pode ser aparentemente um grupo nefasto capaz de "dominar tiranicamente..." e "abusar da democracia" eu julgo que podemos ser mais delicados e falar de Cidadãos em vez de Povo. Assim estaremos a abarcar todas as pessoas e não apenas os membros do Povo. Por curiosidade, fui ver ao dicionário qual a definição de cidadão: "Indivíduo no pleno gozo dos direitos civis e políticos de um estado livre". E aqui eu fiquei um pouco chocado pois, se é lícito pensar que um cidadão é um "indivíduo de pleno gozo dos direitos...", não pode deixar de se notar que a definição nada fala de deveres. Sim, deveres! Alguém me pode dizer como é possível constituir uma qualquer sociedade (como a nossa) apenas povoada por pessoas com direitos, sem que haja a mínima preocupação de definir deveres?!

Outra coisa que me lixou foi o facto de cidadão ser também definido como "habitante de cidade". (E sabiam que uma mulher que habita numa cidade pode ser designada como "cidadoa"?)  Bem, não tenho nada contra o facto, em si mesmo, de um cidadão ser um "habitante de cidade". Facto é facto! Mas fiquei preocupado por o efeito subliminar que estas definições têm na nossa ... Opinião Pública. Não sei se estão a ver onde eu quero chegar... Subliminarmente apanhamos a ideia de que todos nós somos pessoas com direitos e que os deveres são (para não ser mauzinho) secundários. Subliminarmente somos também contaminados com a ideia de que a cidadania é mais coisa de cidade do que de província. E se acham que eu me estou a esticar, observem por vocês mesmos a realidade actual. Aposto que ainda não tinham pensado nisto!

Não sei se já reparam, mas nós estamos muito habituados a dar muita importância a uma entidade pela qual nutrimos frequentemente muito ressentimento. Trata-se de uma entidade muito poderosa e que é normalmente a culpada disto tudo, seja "isto" o que quer que seja. Já estão a ver qual é a entidade de que eu estou a falar... Não?! Ok... trata-se da entidade "Eles". "Eles só querem é o nosso dinheiro", "Eles são uns c#$%&§, é o que eles são"... "Eles é que mandam nesta m#&%*! São eles... a gente aqui não manda nada!" ... Já estão a ver agora?

Não sei se pensam assim, mas esta coisa do "eles" começa bem cedo a ser crivado na nossa mente. Senão vejamos. Quando nós, em miúdos, na escola resolvíamos um problema de matemática como é que era o nosso raciocínio? Era mais ou menos assim:

- "O que eles querem aqui é o Co-seno de xis elevado a três. É isso que eles querem."

- Mas... eles quem? Pergunto eu. Por vezes era a professora que elaborava o problema mesmo à nossa frente. Sabíamos perfeitamente quem era. Mas nós, o que é que dizíamos? - "Eles".

Esta entidade dá muito jeito, ao contrário do que se possa pensar. Ao abstrairmos o detentor do poder (controlo) estamos a abstrair o detentor da responsabilidade, uma vez que o Controlo é irmão da Responsabilidade. Assim, o que nós fazemos basicamente é atirarmos com a nossa Responsabilidade para Eles. Estão a ver?

Agora, se fizerem o favor de ligar esta coisa do "Eles" e da nossa falta de "Responsabilidade" com a "Cidadania sem deveres", vocês vão perceber o que quero aqui comunicar.

Todos nós somos cidadãos. Se quisermos, porque vivemos nesta Cidade globalizadas pelos média a que chamamos Portugal. Temos direitos, é certo. Mas só os temos na mesma medida em que exercitamos os nossos deveres. Temos poder. Temos mesmo muito poder. Temos, por exemplo, o Poder da Opinião. Para o usarmos devemos Saber sobre o que estamos a Opinar. Se não Soubermos isso significa que alguém está a responsabilizar-se por nós. E nós não deveríamos querer isso, pois não?

Por tudo o que eu escrevi acima  (se é que teve suficiente paciência para ler até aqui) reflicta bem quando usar a expressão "Eles". E quando a ouvir de outros, pergunte simplesmente, como quem não quer a coisa:

-Eles, quem?

 

Direito ao Aborto versus Direito à Vida (24-9-2003), Eliseu Mateus

Acabei de ver um filme sobre o direito ao aborto, na RTP 1. Um filme excelente, polvilhado de estrelas de renome, com três histórias, cobrindo três gerações, iniciando em 1952, passando por 1974 e terminando em 1996. O filme chama-se "Perseguidas". Em breves palavras, o filme mostra três situações em que mulheres grávidas são esmagadas (é o termo) pelos dois conceitos em oposição - o desejo (ou necessidade) de interromper a gravidez versus a dificuldade (ou ilegalidade) de fazer o aborto. É um filme chocante e perturbador!

Será que as mulheres têm o direito inquestionável de interromper a gravidez?

Será que os homens têm o direito de decidir o destino do corpo da mulher?

Onde se encaixa a espiritualidade no meio disto tudo?

Poderá a Igreja Católica, ou qualquer outra, opinar com suficiente legitimidade sobre este assunto?

Será que o bebé, ainda por nascer, têm o direito inquestionável de nascer, quaisquer que sejam as condições financeiras e familiares da família?

Para responder, com alguma legitimidade a todas estas questões, o que deveríamos afinal saber era o seguinte:

- O que é exactamente a alma?

- O que é exactamente o corpo?

- Como é que o corpo interage com a alma?

- A partir de quando é que a alma coexiste com o corpo?

Haveriam outras questões relativas à educação sexual, social e emocional da mulher e, especialmente, das jovens, e também dos homens (novos ou velhos). Enfim, de toda a humanidade. De qualquer forma, estou em crer que as respostas às quatro questões acima poderiam, quase em definitivo, resolver este tema do aborto e harmonizar as duas "facções" - os que defendem e os que repudiam o aborto.

Não creio, muito sinceramente, que a Igreja Católica (ou qualquer outra das igrejas centenárias) tenha estas respostas para nos dar. Também não creio que a "ciências" mentais dominantes (psicologia ou psiquiatria) tenham estas respostas. Senão já as tinham dado, não acham? Uma vez que dominância não lhes falta...

A resposta a estas, e eventualmente a outras, questões deveria residir numa espécie de ciência que conseguisse entender (e fazer entender), qual é a anatomia dessa coisa chamada espírito e como este se relaciona com essa coisa que se chama corpo. Essa ciência (existente ou futura) deveria explicar com precisão quando é que o corpo de um bebé (ao ser formado) começa a ter um espírito "dentro" dele.

Veja-se que o que importa não é a consciência mas sim a própria existência. Se você estiver inconsciente numa mesa de operações não perde por isso o direito à vida, pois não? Então um bebé, se estiver lá, ou seja, se a alma estiver lá, não deveria (em princípio) ser morta, ou seja, privada daquele seu corpo.

Será que esta ciência já existe nos dias de hoje? Se sim, porque é que ainda não se tornou verdadeiramente conhecida?

O facto de não ser conhecida não significa que não exista ou que não funcione. Veja-se que, por exemplo, a Acupunctura não era sequer conhecida no Ocidente até há uns anos atrás e que hoje já ninguém de boa fé pode dizer que a Acupunctura é em si uma fraude.

A existir, essa ciência deveria explicar uma coisa que, à partida, não se pode medir pelos meios físicos mais convencionais. Como é que se pode medir uma alma? Estão a ver a dificuldade? Onde é que ela se encontra? No cérebro? No coração? Quanto pesa? E quanto mede? É visível?

Mas ... poderia haver uma forma de dar a volta a esta eventual inexistência física. Que tal se a alma não existir no Universo Físico mas se, de alguma forma interagir com o Universo Físico? Nesse caso poder-se-ia medir indirectamente, através da medição da sua interacção com o corpo.

Especulação? Talvez não... Procurem! estou em crer que esta ciência existe mesmo.

 

O tema 11 de Setembro (17-9-2003), Eliseu Mateus

Muito importante:
O texto que se segue poderá estar sujeito a interpretações que, se não forem cuidadas, poderão ser injustas e nefastas. Cada frase não deverá ser retirada do seu contexto. E esse contexto é o texto na íntegra. Se desejar, e tiver a coragem, de reflectir connosco sobre a tragédia de 11 de Setembro, leia por favor o texto até ao fim.)

O dia 11 de Setembro, como todos concordarão, foi um dia muito especial. Há dois anos atrás, acontecia o evento que, todos concordarão, mudou o mundo, tal como o conhecíamos. Homens enlouquecidos, como todos concordarão,  avançaram para a sua própria morte, levando consigo milhares e milhares de civis inocentes.
O que as pessoas não necessariamente concordarão, é que nada, neste Universo, ocorre por simples e mero acaso. O que nem todos concordarão, é que esses homens enlouquecidos não eram, de facto, enlouquecidos. Eram homens convictos do que estavam
a fazer. De facto eram tão seguros de si que, quaisquer hesitações que possam ter tido não chegaram para os demover de um plano tão terrível. Rotular estes indivíduos de "loucos" é correr o risco de se ser demasiado simplista e até ingénuo. A ser verdade tudo o que foi veiculado pelos média, os terroristas que levaram a cabo os atentados de 11 de Setembro de 2001, eram extremamente organizados, eram marcadamente guiados por valores próprios de ética em que acreditavam piamente e, para além disso, com um espírito de sacrifício só comparável ao dos maiores heróis da História humana neste planeta ... do seu ponto de vista. Assumirmos isto pode ser chocante para a nossa cultura ocidental de primeiro mundo. Mas, se quisermos erradicar o terrorismo da face da Terra, não o poderemos fazer sem compreender esta coisa tão simples:  existem pessoas que coabitam connosco neste pequeno planeta que têm culturas diferentes, religiões diferentes, educações diferentes e, muito importante, pontos de vista diferentes.

Mas será que poderemos sequer pensar em  tolerar uma barbaridade como a que ocorreu no 11 de Setembro, por causa de diferenças de pontos de vista? Claro que não! Obviamente não podemos tolerar! E se, ao ler as linhas de cima, pensou por um milionésimo de segundo que aqui se poderia defender isso, esteve a ser tão simplista e reducionista como exactamente o não deveria ser.

Como deveríamos combater o terrorismo?

Para resolvermos um problema,  causado voluntariamente por um qualquer ser humano, o primeiro passo a dar deveria ser defender as pessoas inocentes dos malefícios causados por esse problema. Se isso passasse  por deter as pessoas terroristas (as verdadeiras e não outras pessoas inocentes) de modo a que elas não pudessem levar avante os seus intentos, deveria ser isso mesmo a acontecer. Até aqui não parece haver polémica. Onde pode começar a haver polémica é no segundo passo.

O segundo passo deveria ser colocar em prática um conjunto de acções que pudesse resultar numa total compreensão do ponto de vista desses seres humanos causadores dos problemas. Compreender os pontos de vista não significa, necessariamente, estar de
acordo com esses pontos de vista. Se uma qualquer nação retaliar militarmente sobre outra nação sem compreender o porquê das acções terroristas, isso só pode resultar em mais motivação para acções terroristas. Não tem dúvidas, pois não?

O terceiro passo adviria do segundo. Este passo deveria ser o resolver de todas as injustiças e malefícios causados no passado a essas pessoas (os próprios terroristas) ou, em geral, a quaisquer outras pessoas habitantes neste planeta (com os quais os terroristas possam, ou não, ter afinidade). Por outras palavras, antes de desatarmos à porrada seria uma boa ideia limparmos o nosso próprio nariz e trazer ética para dentro das nossas próprias casas.

E do terceiro passo dever-se-ia revisitar o primeiro, o segundo e assim por diante.

Vingança não funciona. Basta olhar para Israel e a Palestina.

Mera ocupação armada, na actual conjuntura planetária, também não. Principalmente se não for feita de forma suficientemente competente.

E que conjuntura planetária é esta? Bem, nos dias de hoje qualquer pessoa, se estiver suficientemente motivada para isso, tem o poder para matar milhares de outras, em qualquer parte do mundo. É uma ameaça invisível que pode vir de qualquer lado. Não há nenhum sistema de vigilância, nenhum sistema policial nem nenhum exército capaz de imunizar totalmente a população civil ao espectro do terrorismo. Pior do que isso, tal como o nome indica, terrorismo significa criar o terror, medo e sofrimento. E para criar terror nem é necessário matar. Basta ameaçar de um modo suficientemente convincente.

A melhor homenagem às pessoas que morreram no World Trade Center a 11 de Setembro de 2001 deveria ser a efectiva eliminação do terrorismo da face deste planeta. Como? Porque não tentarmos aplicar a fórmula acima descrita?

Como diria o nosso povo, "não é com fel que se apanham moscas".

E como também seria dito, "para bom entendedor, meia palavra basta."

 

Cinema, literatura, arte e o mau jornalismo (16-6-2003), Eliseu Mateus

Todos os dias somos sujeitos a notícias más sobre o desemprego, a pneumonia atípica, a adenovírica, o défice  e um sem número de desgraças que existem neste mundo. É como se no mundo só houvesse desgraça. Se estivermos desatentos, até parece que este mundo está mesmo a cair em desgraça. Mas o mais preocupante é que se a maioria de nós acreditar que é assim, então a criação jornalística de um mundo mau e vil passa a ser mesmo a realidade. Têm dúvidas?

Proponho que passemos a ver mais cinema, a ler mais literatura e a apreciar (e porque não criar) mais arte. Milfontes é uma terra de sorte. Existe um cinema que passa as últimas novidades, e um clube de vídeo que recebe os filmes novos no mesmo dia que os clubes de vídeo da capital. No cinema também existe desgraça, é certo. Mas no cinema tende a existir justiça. Nos nossos telejornais, parece que não. A mensagem que nos é transmitida é que os maus estão impunes, que os famosos e os políticos são todos maus e que os bons estão sempre condenados a serem vítimas. É como se estivéssemos a ver um filme que teima em terminar no momento em que o mau da fita está a espancar e a humilhar o nosso herói. Que frustração!

Aproveite o que a arte tem de bom e abundante. Veja um filme frequentemente. Emocione-se e vibre com as interpretações de actores talentosos. Aprenda nas "entrelinhas" e tire lições de vida. Da sua vida... da nossa vida. E mande para o inferno esse jornalismo macabro que lhe tentam enfiar pelo cérebro todo o santo dia. Seja CAUSA, não seja EFEITO. Crie felicidade à sua volta. A arte ajuda... o mau jornalismo não.

 

Sobre a guerra dos homens,(4-4-2003), Eliseu Mateus

Que há guerras que se fazem que são originadas pelos interesses obscuros de corporações e grupos poderosos de indivíduos, isso não é novidade para ninguém.
Que essas guerras podem, pelo caminho melhorar coisas e trazer liberdade quase na mesma proporção do que pioram e escravizam, também não deverá ser uma ideia muito polémica.

Mas vale a pena pensar no seguinte:
Se a guerra é um jogo e se o Homem se atrai pelo jogo ... se a estratégia, as movimentações e a sofisticação das armas pode até entreter e até entusiasmar as pessoas ... se a violência e a morte vende tantos jornais e aumenta tanto a audiência das televisões,

... será que nós, seres humanos, não poderemos conceber um jogo um pouco mais elevado com o qual nos entusiasmemos e que até possa captar a atenção de todos ao ponto de também por isso se vendam jornais e se aumente a audiência das TV's?

Como seria um jogo "mais elevado"?

Imaginemos um indivíduo pertencente a um gang de delinquentes, num bairro degradado, com o pai bêbado e a mãe prostituta. Degradante, não é? Dá para imaginar que tipo de jogo esse jovem está apto a jogar na vida? De certo que o ingredientes "violência física", "sangue" e "ódio"  deverão obrigatoriamente entrar nesse seu conceito de jogo, não é assim?

Agora imaginemos um homem relativamente feliz, dotado de um curso superior, empregado numa empresa bem posicionada, casado com uma mulher que ama e dois filhos que está a ver crescer. Imaginemos que este homem está a fazer planos de comprar uma vivenda, tira cursos regularmente, está a valorizar-se profissionalmente e que pinta, vai ao teatro e faz desporto no seu tempo livre. O conceito de jogo deste homem de certo dispensaria ingredientes como "violência física", "sangue" e "ódio"... Este exemplo seria definitivamente ilustrativo daquilo a que me refiro como um jogo "mais elevado".

Perante estes dois exemplos, volto a perguntar: 
- Será que o Homem não pode conceber jogos mais elevados para jogar, sem ser a guerra?
- Será que a Humanidade está a viver num ambiente tão mau assim que perdeu a capacidade para atingir essa capacidade de eleger esses jogos mais elevados?

Cabe a mim, a si e a todos nós, buscarmos dentro de nós a resposta a estas perguntas. Por aquilo que já aprendi nesta vida, estou convencido que se nós, como Humanidade, nos afundarmos na podridão de um mundo que nada mais sabe fazer do que guerra e miséria, será por nossa única e exclusiva responsabilidade. O Ser Supremo nada tem a ver com isto. Somos nós que temos que escolher o caminho. E enquanto houver entre nós um ser lúcido e capaz de tornar outros lúcidos haverá esperança.

Por isso, mantenha-se lúcido. Busque que o possa ajudar a tornar-se mais lúcido. E não se limite a ter esperança. "CONSTRUA" ESPERANÇA!

 

As horas não contam, 8-8-2002, António Guerreiro, americoguerreiro@netcabo.pt 
As Horas não contam

Arrasa-me a tua beleza
Persegue-me a memória
A vida que me dás
Solto-me no teu céu
Estarei louco?
Não, quero voltar sempre
Doce loucura
Vou voltar sempre
Esta loucura jamais incomodará outros
Ficará comigo.
Haverá mais loucos como eu?
Perco-me em ti
Encontro-me em ti
Vou voltar a ti
E aí ficarei.
Milfontes.

 

A certeza da mudança, 1-8-2002, Eliseu Mateus

Com o passar do tempo, cada ano é cada vez mais uma sucessão explosiva de eventos que modificam o curso das nossas vidas a um ritmo alucinante. Se antes se fazia um curso e se conseguia um emprego para o resto da vida, hoje não é quase possível prever o que se vai passar no ano seguinte. Pode parecer que isto se trata de um lamento. Não o é! É uma constatação de um facto que não tem de necessariamente ser negativo.
Para viver de uma forma sã, o Homem busca constantemente estabilidade. Pode parecer que hoje deixou de haver qualquer tipo de estabilidade. Para os que entendem que já não existe qualquer estabilidade pode quase adivinhar-se que é hoje impossível viver com sanidade. Por outras palavras - é de dar em doido!
A minha mensagem é - existe algo que ainda é estável neste Universo. De facto sempre foi assim. O que ocorre por vezes na História do Homem é que ele se ilude pensando que a estabilidade significa invariabilidade. Por breves períodos de duas ou três gerações algo se mantém quase inalterável. Isso cria no Homem a ilusão de que a invariabilidade é possível e que isso significa estabilidade. Como ele busca estabilidade por natureza ele ilude-se com a "satisfação" de que este ou aquele factor na vida é assim e que não se altera. Ora, se tal se pode considerar verdade para alguns dados do fundamentais deste Universo, isso não é verdade para circunstâncias como a estruturas sociais de um povo, regimes políticos, condições de mercado, estado da tecnologia, etc, etc.
Ora um desses dados fundamentais deste Universo está agora mais à vista do que nunca:

- A única certeza que temos hoje é que que há mudança hoje, amanhã e depois de amanhã! 

Isto não tem porque ser mau. É assim, sempre foi assim. Se alguma pessoa julga que não consegue viver assim, então essa pessoa tem que reflectir no facto de como tem sobrevivido até agora.

Para vivermos num mundo de permanente mudança, tal como o que temos hoje, temos que nos agarrar aos dados fundamentais do Universo, pois esse podemos considerar suficientemente estáveis.

Valores como Integridade, Honestidade, Agressividade Positiva e Espírito de Sobrevivência, são exemplos de dados que nos podem suportar no meio do maior tufão que ocorra à face da Terra.  

Face à mudança é imperioso estar preparado para tudo. Não é necessário prever tudo. Isso seria impossível. Mas é possível estar preparado para tudo. É um desafio, mas é possível.

A minha dica é a seguinte - Formação! Conhecimento dos dados fundamentais da vida. Dados fundamentais de cada área de conhecimento. Dados fundamentais! As bases!

Agarremo-nos aos "dados estáveis" da vida e preparemo-nos constantemente para a mudança!


Uma mensagem de esperança , 31-12-2001, Eliseu Mateus

É certo que cada um de nós vê o mundo de uma forma diferente. Mas cada um de nós tem exactamente o mesmo propósito - sobreviver! Sobreviver, ou seja, a elevação acima do limiar de vida, é aquilo que todos nós partilhamos com todos os seres vivos, quer eles sejam tão inteligentes como nós, quer sejam sejam apenas plantinhas indefesas. 

A cada ano que passa, cada um de nós (seres inteligentes e sensíveis) pergunta a si mesmo qual o sentido da vida. Pois esse sentido da vida é este mesmo - a elevação acima da linha que tenuemente separa a vida da não-vida. A não-vida é algo do qual se foge. A não-vida é aquilo que cada corpo de cada um de nós espera. Podem passar dezenas de anos, pode até passar uma centena de anos ... mas inevitavelmente cada um de nós verá o seu corpo enfraquecer até atingir um estado tal que não poderá prosseguir a viver. 

Assim, cada um de nós pergunta-se, mais ou menos frequentemente, qual será o sentido da sua vida. Se somos 'tão pequeninos porque é que esse Ser Magnânime nos deu tanta consciência e tanta sensibilidade para encararmos o fim da nossa própria existência?

A minha mensagem é de esperança. Aprendi nos últimos anos (acreditem ou não!) que a nossa existência vai além de uma só vida. A razão pela qual somos tão inteligentes, sensíveis e conscientes é que não somos apenas animais super dotados, mas sim almas (espíritos ou qualquer outro nome que nos queiramos chamar) que não morrem com a morte do corpo mas sim que prosseguem um caminho entre vidas, seguindo pelo curso do tempo através da entidade genética que é o ser humano. Como é que eu aprendi isso? Foi um filósofo genial que me transmitiu isso e que me mostrou que essa era a nossa verdadeira natureza.

Difícil de acreditar não é?! Antes de desconfiarem da minha sanidade não deixem de reflectir em todas as características que nos tornam tão especiais. Será que seria possível que fossemos apenas animais possuidores de apenas uma vida meramente celular e desprovidos de qualquer espiritualidade? Não creio. E aposto que vocês também não.

Tal como cada dia é o início do resto das nossas vidas, cada novo ano é o início do resto da nossa existência. Alegrem-se meus amigos. Afinal, temos apenas uma eternidade à nossa frente. Quer acreditem nela ou não, garanto-vos que isso não afecta essa mesma eternidade. A única diferença é a consciência de que se é eterno. Mesmo que não se seja consciente disso, não se deixa de se ser eterno e isso, meus amigos, é inevitável.

A minha mensagem de esperança é esta: o ano 2002 vai ser mais um início da consciencialização do Homem sobre a sua verdadeira natureza. Assim você o deseje!

 

Somos tão pequeninos... (sobre a tragédia nos Estados Unidos) , 14-9-2001, Eliseu Mateus

Nunca na História da Humanidade houve um evento tão angustiante como o que ocorreu nos Estados Unidos no dia 11 de Setembro de 2001. A maior potência económica e militar do mundo vê-se atacada bem no centro do seu coração lembrando-nos que enquanto seres humanos somos muito, muito pequeninos. Ver o ataque, a morte, a angústia e a compaixão ... 
Ver os milhões de pessoas quase em sintonia por uma só causa - o repúdio pelo que sucedeu...
É comovente. Faz-nos de certo sentir que estamos ainda no início do grande caminho de Humanização que iniciámos há já muito tempo. Ver as pessoas a ajudarem e a solidarizarem-se com as vítimas mais directas deste horror faz-nos sentir um misto de entusiasmo e comoção. 
Entusiasmo porque aprendemos uma vez mais que podemos existir como uma Unidade que suplanta a nossa individualidade.
Comoção porque muito provavelmente estaremos a sentir de novo um antiquíssimo tempo em que eventualmente em que Todos Nós éramos Um Só e éramos Divinalmente Felizes. O que perdemos desde então (quem sabe, por nossa própria vontade?!) é algo de que sentimos falta e por isso choramos, tal como quem verte lágrimas num país distante ao saber notícias da sua terra. É a saudade. Saudade de algo que já fomos. Algo que sonhamos e queremos vir a ser.
Há cerca de 2000 anos um senhor nasceu, viveu e morreu para ensinar ao mundo que a vingança não é solução para a violência. De facto todos nós aprendemos desde então que a violência da vingança apenas perpectúa e endurece a violência da primeira ofensa. Em memória desse senhor, peço a todos que não caiam na tentação de pensar que matar pessoas inocentes poderá ser solução para nos apagar ou atenuar a mágoa que todos nós sentimos ao ver em directo a barbaridade e a morte de milhares de pessoas. A meu humilde ver, a justiça deve prevalecer, não a vingança!

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Democracia ou Lobbycracia?, 25-5-2001, Eliseu Mateus

Quem pense que o regime de poder actual é a Democracia está bem enganado. Democracia significaria que o Povo é que tem o poder. No entanto o Povo é apenas um dos grupos de pressão que têm influência nas decisões políticas. Os empresários serão um outro importante grupo. Os industriais, outro. Os músicos, outro. Os negros, outro... tal como os grupos de extrema direita.. etc.. Grupos esses que se mesclam e se confundem, por vezes. A ideia principal é que o Lobby - palavra inglesa que significa grupo de pressão - é na realidade a entidade que nos dias de hoje tem efectiva influência política. O Povo é apenas mais um grupo de pressão. De certo, é o mais forte ... quando se movimenta coordenadamente ... Mas também é o mais inerte e o mais manipulável.

Mas, o Povo somos todos nós?! Sim ... até que alguns de nós se destinguem pelo facto de terem interesses específicos que não são comuns a todos os outros. Nesse instante essas pessoas deixam de servir o 'Lobby Povo' e passam a servir os interesses de outro qualquer grupo de pressão.

No dia em que o Povo compreender aprofundamentente este conceito tornar-se-á efectivamente o Lobby mais poderoso! Nesse tempo, talvez nos seja devolvida a nossa querida DEMOCRACIA.

 

Entrada no Novo Milénio, 31-12-2000, Eliseu Mateus

A  noite de final de ano aproxima-se. Um novo período de mil anos está prestes a chegar. Olho para trás e vejo uma mão cheia de sonhos. Dirijo o meu olhar para o espelho e vejo ainda um sonhador.'Não está mal!', penso eu. Dizem os poetas que o sonho comanda a vida. Eu penso que na vida podemos comandar os sonhos. Estar ao leme do imaginário e gigantesco navio  que é aquele pensamento que um dia ousámos ter - 'Vou fazer isto!... e depois, aquilo... depois acontecerá isto e isto e talvez aquilo...' A chave da vida (tal qual ela fosse uma adivinha), a chave da vida, dizia eu... é ousar pensar no que se quer, ter a coragem de manter essa intenção e a tenacidade para dar forma ao sonho. Enfim.. ter coragem... é e será sempre a chave da vida. É meu profundo desejo que todos nós seres humanos, tenhamos no terceiro milénio a coragem de finalmente tornar a nossa existência uma verdadeira história de encantar e com o final feliz. Podem até achar que estas palavras são lamechas, mas eu sei que todos nós, sem excepção, sentimos e queremos isso mesmo. Mesmo que muitas vezes nos falte a coragem de o admitir de uma forma tão explicita.

 

Paixão por Milfontes - 19-7-2000 - Frases (participação de Carlos Fonseca - Lisboa)

Foi em Agosto de 1999 - Iam ser só mais 5 dias no Alentejo Litoral... Após provar Milfontes, quiz logo gastar todas as férias que restavam. Telefonei ao chefe e afinal pude ficar 9 dias !!! A sedução da terra resultara...

Uns tempos depois, já sem férias, voltei pelo fim de semana. A paixão instalou-se !!! Irremediável e, conto os dias para aí voltar. Contento-me a escrever estas frases às estrelas:

"Se em Milfontes, o mar e a terra, se amassem de repente;

perdia-se todo o espaço onde se ama tão livremente !!!"

"Só há dois tipos de pessoas; as que já foram a Milfontes e as que ainda não foram !!!"

"Lisboa tem o meu coração, das ruelas prisioneiro;

Milfontes um porto tem, onde naufraga este marinheiro !!!"

"Milfontes, brisa da noite, espuma da manhã, inebriante alegria solar; como pode uma só terra ter o remédio para todas as tristezas do mundo !!!"

Ass: Fonseca - Um irremediável apaixonado pela "Magia" de Milfontes, em todos os aspectos possíveis !!!

 

Reflexão 26-4-2000, Walter Rosa

 

Se o Homem fosse apenas carne e osso, seria muito complicado explicar como ele é capaz de criar coisas tão extraordinárias, como por exemplo, a Internet. Eu penso que o Homem é muito mais do que isso - ele é um ser espiritual. Como ser espiritual ele não está obrigatoriamente condicionado pelo Universo Físico. Já agora, o Universo Físico é composto por Matéria, Energia, Espaço e Tempo. No mundo físico, as pessoas têm que ter coisas (Matéria), têm que se deslocar de uns lados para outros (Espaço), têm que comer para se manterem vivas (Energia) e têm que, por exemplo, ter um emprego, ou seja, têm que trocar tempo por dinheiro.  A Internet não liberta completamente o Homem do Universo Físico, uma vez que continuamos a necessitar de comer, necessitamos ter coisas, necessitamos de espaço e de tempo. 

 

No entanto - e esta é a mensagem que eu gostaria de deixar neste site, especialmente para as pessoas que só agora estão a começar a entender o conceito da Internet - ... no entanto (dizia eu) as novas tecnologias de Internet, Comércio Electrónico, mundo virtual, todas estas tecnologias estão a levar o Homem a ficar mais independente do Universo Físico.

 

Essa Independência leva à Liberdade. 

 

Se ainda não entendeu o conceito, eu exemplifico:

Imagine que está na sua casa. Tem a Internet ligada no seu televisor. Senta-se a trabalhar para uma das diversas empresas para a qual desenvolve trabalhos. Minutos depois, já terminado aquele último detalhe que deixou da noite anterior, vai à cozinha ao seu frigorífico e retira um pacote de leite. Já só falta um pacote para terminar o seu stock. Essa mensagem é automaticamente enviada para a sua Central de Compras que lhe enviará o leite que irá novamente preencher a sua despensa, juntamente com outras mercearias que já estavam na lista. Você faz preparação física com regularidade. Vai fazer um jogging junto à praia. O seu telemóvel com acesso à net, vai consigo. Você nunca precisa estar incontactável. Não! Não leva o telemóvel você manda na sua privacidade. Depois do jogging e de um duche, você senta-se a trabalhar, actualizando o seu próprio site. A sua loja virtual tem vendido o bastante para você não se preocupar com a sua subsistência. Apetece-lhe ver um filme. Consulta na net os detalhes daquele filme de que os seus amigos tanto lhe têm falado. No seu televisor você selecciona o filme desejado, que é automaticamente carregado na memória. O filme é bom! 

 

Amanhã você vai para o campo, ou talvez para a praia. O seu computador portátil vai consigo. O seu escritório acompanha-o para onde você quer. Haaa! Como é bom poder escolher. 

 

Vida de rico, pensa você! Não. Vida de pessoa que sabe aproveitar a nova economia virtual!

Reflexão 30-1-2000, Eliseu Mateus

Dizer que a vida é um jogo é algo que todos podem dizer, mesmo sem entender muito bem o conceito que está por trás dessa expressão. Na verdade a expressão é tão rica que eu me atreveria a afirmar que, apenas por entender esse conceito na sua forma mais profunda, um ser humano poderia melhorar extraordinariamente a sua relação com a vida. O espírito que cada um de nós é rege-se por uma lei universal que determina que o simples facto de se existir, implica que algo tem que ser alcançado ou atingido. Tal como o facto de um caminho existir implicar que ele vai dar a algum lado. Essa lei, que é universal, não deve ser quebrada, sob pena da existência ser posta em causa. Da mesma forma que um caminho que não vai dar a nenhum lado ser algo aberrante e que não faz sentido. Sendo assim, o que acontece muitas vezes é que um ser humano elege, conscientemente, ou não, um determinado objectivo a atingir que o pode levar ao êxito ou...ao fracasso. Esse é o seu jogo!  O êxito é o prémio do jogo. O fracasso, sendo por definição a ausência desse êxito, é algo que é impossível de eliminar no jogo. Um jogo que não possibilite fracasso não é um jogo. Mas, o que acontece quando um ser humano atinge o seu objectivo? Bem, aquilo que é mais sobrevivente é ele eleger um outro objectivo, porventura mais importante! Essa é outra particularidade da vida - é um jogo constituído por muitos sub-jogos. À semelhança de uma guerra que pode ser constituída por muitas batalhas.

Muitíssimo se pode escrever sobre este assunto... o que vos posso dizer, por agora, é que o nascimento deste site é algo que pode constituir o jogo de quem quiser eleger o seu êxito como um objectivo a atingir!  

Uma particularidade interessante do jogo... é que, ao contrário de que muita gente pensa, num jogo não é forçoso que alguém tenha que perder - existem jogos onde todos podem ganhar... este é um deles!

Reflexão 10-9-1999, Eliseu Mateus

Vila Nova de Milfontes, tal como Portugal, não é apenas um lugar, mas sim uma riquíssima entidade constituída por paisagens, pessoas, pensamentos, experiências, memórias, história, cultura, alegrias e tristezas e tudo aquilo que directamente ou indirectamente se relaciona com esta vila. Milfontes é um conceito. Um conceito materializado numa belíssima obra levada a cabo com o esforço conjunto da natureza e do Homem. Milfontes é agora também um espaço virtual na rede mundial de computadores. A nossa existência humana leva-nos a caminhar para algo que não compreendemos, mas que sabemos que existe. A união entre os povos, o regozijo pela beleza de uma terra, a admiração por um feito de um ídolo, a saudade partilhada dos que estão longe das suas origens,... todos esses sentimentos  mostram, para quem os sabe compreender,  que a nossa existência humana é na verdade um caminho em  busca de um estado superior de existência - uma existência em que a miséria, em todas as suas dimensões,  não faz sentido. Admirar um lugar como Vila Nova de Milfontes, vivê-lo, melhorá-lo e defendê-lo é algo que, creio, corresponde a um  bom caminho.

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