Principal

  Artes
  Blog
  Brainstorm
  Calendário
  Câmbios
  Divulgue-nos
  E-book Center
  Emprego
  Entrevistas
  Expressos
  Fotos
  Fotos a 360º
  Freeware
  Genealogia
  História
  Humor
  Jogos
  Links
  Livraria
  Mapas
  Meteorologia
  Música
  Náutica
  Patrocínios
  Poupar
  Reflexão
  Saúde
  Screensavers
  Sites da Região
  Vista do Espaço

  

Estamos no  Sapo

 

 

 


 

Pois é... aderimos à onda Blog! Porquê?! Porque uns senhores (por sinal) militares, aqui há mais de vinte e tal anos atrás, um dia se fartaram de aturar ditaduras e, corajosamente, nos presentearam com a famosa Liberdade de Expressão. Não se admire de ler aqui coisas politicamente menos correctas, ideias mais ou menos radicais ou irreverências várias. Se não deseja confrontar o inesperado, se não pretende o eventualmente polémico, visite a nossa outra página ... a avó do nosso novo  Blog - Página Reflexão.

 

   Também neste site>>  Anedotas  


 Também neste site>> Ideias para mudar o mundo

 

30-12-2009 - webmaster - A paixão não se explica, desfruta-se

Milfontes representa para muitas pessoas um local de refúgio do frenético dia-a-dia. A beleza não se explica, aprecia-se! Milfontes aprecia-se pela beleza que tem e pelas memórias que cria nas pessoas que a conhecem e dela desfrutam.

O ano de 2009 foi um ano de recuperação da crise. Não porque essa coisa da crise tenha acabado, mas porque as pessoas não conseguem pensar nela da mesma maneira. As pessoas não conseguem pensar numa coisa durante muito tempo da exacta mesma maneira. Assim, as pessoas fartam-se da crise, o que é bom.

Assim sendo, seria de imaginar que as pessoas se fartassem da Vila de Milfontes. Mas ... a verdade é que isso não acontece. A razão é tudo menos racional - é profundamente emocional e até espiritual. Ninguém se consegue fartar de uma paixão. E  Milfontes deve o seu poder de atracção à paixão que consegue despertar nas pessoas.

Se a beleza não se explica, como se poderia explicar uma paixão?

Podíamos fazer uma modesta tentativa, mas ...  é melhor não.

Fiquemos por aqui: a paixão que cada um tem por este lugar é algo íntimo de cada um. Ocorre que muitas pessoas são apreciadoras da mesma coisa. E isso é talvez o único facto mensurável e passível de ser afirmado. Tudo o Resto é arte, é Natureza, é Estética e é Manancial de Memórias ... Feliz ano de 2010!

 

 

 

1-11-2009 - webmaster - Evolução

Este site tem quase 12 anos de idades. Trata-se de um projecto que é, literalmente, do século passado. Um verdadeiro clássico!

Como está escrito numa linguagem simples - html - é um site muito rápido e simples, tal como as pessoas gostam. Temos quase 2.000 visitas por dia e estamos a provar que o simples também vence. Para terem uma ideia, há projectos muito mais mediáticos, incluindo alguns sites de meios de comunicação social que têm muito menos visitas do que nós. Ser clássico tem as suas vantagens...

No entanto, não poderemos manter esta simplicidade indefinidamente. E já estamos a estudar a possibilidade de colocar todo este conteúdo num formato mais moderno. Mas como somos muito, muito cautelosos, temos mesmo que fazer isso com toda a prudência. Gostamos de tecnologia mas não queremos tecnologia que nos atrapalhe.

Este é o dilema de muitas pessoas nos dias de hoje. É preciso evoluir mas, por vezes é necessário ter mais certeza de para onde evoluir. Já vi muitos projectos interessantes serem estragados em nome da evolução. O último mais emblemático foi o Windows Vista. Tanta complexidade, tanta evolução que a generalidade das pessoas  teve que regredir para o Windows XP. Dá que pensar...

 

1-1-2009 -  Webmaster - 2008 já lá vai, agora é preciso coragem
O ano de 2008 foi um ano particularmente duro para o Mundo. Nunca na vida eu me lembraria de desconfiar da solvência de um banco. Hoje é para mim muito claro que nem estas sumptuosas instituições estão a salvo de crises e de faltas de capital... Quem diria...

Já tivemos outras crises antes. Mas esta crise contém particularidades muito interessantes.

 

Em primeiro lugar, a história dos bancos. Depois, há crise há crise, mas a verdade é que os Centros Comerciais estão cheios, as férias no estrangeiro estão em grande e o consumo continua elevadíssimo. Dá que pensar, não dá?

 

Somos cada vez mais um espécie consumidora de recursos em larga escala. O planeta está à nossa mercê. Somos cada vez mais a maior ameaça para nós mesmos. Se nos esquecermos do perigo nuclear, do terrorismo ou da guerra generalizada, vamos nos lembrar, concerteza, do perigo de pandemias ou de uma súbita mudança climática que nos poderá por em sérios riscos.

 

Nos dias que correm, a única coisa constante é a mudança. Não temos alternativa senão acostumarmo-nos à mudança constante. Antes eram mudanças em décadas, depois em anos. Hoje em dia, estamos a mudar quase à semana... Um coisa se mantém inalterada: a própria mudança constante!!!

 

Vamos chorar por isso?! Se assim o quisermos, então choremos. Eu prefiro sorrir.

 

Eu sou apologista de que devemos encarar o futuro com responsabilidade. Responsabilidade significa assumirmos que as coisas que acontecem também são influenciadas por nós próprios.

 

Muitas coisas boas estão também a acontecer por esse mundo fora. É nisso que temos que nos concentrar. É isso que devemos criar e fomentar.

 

A melhor forma de termos um 2009 próspero é termos o atrevimento de o criarmos próspero, dia a dia, hora a hora. Nós mesmos, com coragem e determinação!

 

Feliz ano de 2009, o primeiro ano do resto das nossas vidas!

 

15-7-2006 - Webmaster - Portugal regressa ao Jogo da Vida
A nossa Selecção de Futebol conquistou para nós o 4º lugar no Campeonato do Mundo de Futebol. Foi motivo de orgulho, não só este feito, como o efeito que teve na sociedade portuguesa. A recepção à selecção foi uma lição que conseguimos dar a outros países, como por exemplo o Brasil que infelizmente não soube dar valor aos seus representantes, colocando as suas expectativas acima do carinho e compreensão que sempre devemos a quem nos representa.

Por tudo isto, e regressados ao Jogo da Vida, devemos manter em memória constante, que mais uma vez na nossa História, fomos dignos como Povo.

No Jogo da Vida, cada um de nós portugueses pode dignificar o nosso país simplesmente sendo competente naquilo que faz. Sendo diligente, profissional, ético e agressivo face às dificuldades, cada um de nós pode demonstrar a si mesmo e aos seus compatriotas que merece tanto reconhecimento no seu meio como o reconhecimento que demos aos nossos jogadores de futebol. O prémio deste contínuo esforço é quiçá a coisa mais valiosa que conseguimos nesta nossa vida - dignidade!  

Como subproduto da competência temos a abundância para nós e para os nossos. Vale a pena o esforço. Que as imagens que nos uniram perdurem na nossa memória por muito tempo, é o mínimo que devemos ao esforço daqueles homens que souberam ser bons na tarefa que lhes foi confiada. 

 

1-7-2006 - Webmaster - A sorte protege os audazes (Portugal vence Inglaterra)
Parabéns Selecção, pela vitória sobre a Inglaterra. Não fomos os melhores ... mas desta vez a sorte esteve do nosso lado. E o Ricardo é o maior!!!

Fellow english people, your team played well and they did not deserve to loose. Anyway we are now counting on your support until the end of this tournement. I hope our team may honor your's with a better performance against our next adversaries. 

1-7-2006 - Webmaster - O Ópio que o povo quer
O Futebol é apenas um jogo, não acham? ... Será?!
Talvez nunca um simples jogo uniu tantas pessoas como o Futebol une agora. Esta união de espírito está a ser um salto quântico no nível da  nossa nacionalidade. Somos portugueses e temos orgulho nisso! A nossa auto-estima cresce com as vitórias da nossa selecção. A auto-estima fortalece-nos como povo. É tal como acontece com um corpo humano que se fortalece quando o espírito é elevado. Um povo também tem uma espécie de sistema imunitário. Também tem doenças e maleitas - o crime, o desemprego e a fome. E um povo, tal como um corpo humano, ganha muito com as vitórias e com o entretenimento. O que alimenta o espírito protege o corpo. Talvez as vitórias da Selecção façam mais pelo nosso país do que muitos e muitos subsídios e muitas políticas do Estado.

 

25-6-2006 - Webmaster - Como a felicidade é relativa (Portugal - Holanda)
Portugal acaba de vencer a Holanda, num jogo tão sofrido, tão sofrido ... as ruas estão agora cheias de carros a apitar. Bandeiras esvoaçam às janelas. As pessoas estão felizes!

Os jogadores portaram-se como verdadeiros heróis. E é inevitável revermo-nos neles e no seu extraordinário esforço de superação perante tanta adversidade e com tanta coisa em jogo.

Se tivesse sido um jogo fácil, não estaríamos, de certo, tão felizes. Estamos assim eufóricos porque a vitória foi sofrida e difícil.

Assim são as nossas dificuldades da nossa vida. Vale a pena enfrentarmos a vida, tal como a nossa selecção enfrentou a Holanda e enfrentou o árbitro e a sua compulsão obsessiva para mostrar cartões. Vale a pena lutarmos por aquilo que queremos com força e determinação. No final, já com o prémio nas nossas mãos, ele terá tanto mais valor quanto mais difícil tenha sido o caminho para o conquistar.

Estamos todos de parabéns! Os nossos jogadores estão de parabéns. Eles são uma inspiração para qualquer português. O Sr. Scolari está de parabéns! Este homem, demonstra com resultados o que muitos combatem com retórica.  Não querendo exagerar, O Sr. Scolari já deve ter feito mais pela auto-estima do nosso país do que muitos, muitos portugueses juntos. Muito obrigado, Sr. Scolari. Temos muito a aprender consigo.

O próximo jogo será Portugal - Inglaterra. Vamos ter fé e vamos ser positivos. Provavelmente a vitória será muito, muito difícil. Tão grande assim será o nosso júbilo! Aconteça o que acontecer, os muitos milhões de portugueses espalhados pelo globo vão estar unidos em espírito.

Força Selecção!

22-6-2006 - Webmaster -  Estão a querer drogar as nossas crianças!!!

No passado dia 8-6-2006, foi publicada pelo Diário Digital uma notícia da Lusa que pode ler no seguinte link:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=231593

A notícia diz que a a EMEA (European Medicines Agency) aprovou o uso de Prozac "para o tratamento de crianças com mais de oito anos que sofram de depressão moderada ou severa e não respondam a terapia psicológica".

Perante esta notícia, devemos perguntar:

- o que é uma depressão moderada ou severa numa criança de oito anos?
Qualquer bom pai saberá que o comportamento de uma criança de 8 anos depende quase a 100% do seu ambiente familiar e do amor, carinho, compreensão e atenção que lhe é dedicada. Qualquer bom pai sabe que existem pais (que são muitos) que são incapazes de providenciar todos estes ingredientes. Muitos porque eles mesmos não são suficientemente educados e equilibrados. Outros por pura ignorância. E outros poucos por maldade. Ora, imagine-se uma criança de oito anos a viver num ambiente psicológico agressivo e frio. Não se sentiria deprimido "moderadamente" ou "severamente"? Será que nessa situação, a "terapia psicológica" poderia salvá-lo do mau ambiente familiar e tirá-lo da depressão "moderada" ou "severa"? Então o que lhe iria acontecer nesse cenário? Iria a um médico psiquiatra ou a médico de família que, muito provavelmente lhe iria receitar Prozac! Isto é muito sério e merece a nossa melhor atenção. Resultado? Uma criança de oito anos com mau ambiente familiar e drogada, desde esta tenra idade.

- a que se refere "a terapia psicológica" indicada na notícia?
Já alguma vez foi a uma consulta de um "especialista"? Experimente, apenas como "exercício pedagógico", visitar um. Diga-lhe que se sente deprimido e por vezes com ansiedade. Diga-lhe que não consegue dormir e faça um ar triste. As maiores probabilidades é que (salvo alguns iluminados da área) que o "doutor" lhe receite, com um sorriso nos lábios, um anti-depressivo, um ansiolítico e um sonorífero. Tudo muito "fraquinho". Droga, meus amigos! Droga! Ele quer que você trate as suas tristezas, que de certo têm uma razão muito perceptível (excesso de trabalho, desavenças conjugais, tristezas e frustrações passadas que se reestimulam em tempo presente, etc...), com droga. É quase como dar uma marretada num computador para resolver um problema com o Word ou o Excel. Agora imagine que você é a criança de oito anos... Você acha que, com tanta pressão para vender este novo medicamento, alguém se vai dar realmente ao trabalho de lhe aplicar "terapia psicológica" que "funcione"? Mesmo assim, com todos os cuidados, acha que será remota a possibilidade de haver negligência na tentativa de usar o medicamento apenas como último recurso? A experiência mostra, para quem observa estas coisas, que no domínio da mente, os medicamentos são cada vez mais o primeiro recurso. O problema é o envolvimento dos médicos neste assunto. Os médicos são vistos como autoridades respeitáveis nos quais "se pode confiar" . No que diz respeito a drogas psicológicas, isto é muito, muito grave! E quando envolve crianças inocentes chega a ser imoral. Não vos parece?

Em resumo: Este filme já não é novo. Já começou nos Estados Unidos e agora já se expandiu à Europa. Nos Estados Unidos chegaram ao ponto de tentar fazer passar leis que obrigariam os pais a drogar os miúdos, se tal fosse prescrito pelos médicos especialistas. Os nossos filhos são o nosso futuro. Ao abrirmos as portas às drogas legalmente prescritas para "curar" as nossas crianças, estamos a abrir uma verdadeira caixa de Pandora. O amor, o carinho, a atenção e a boa educação não podem ser substituídos com drogas. Infelizmente, se não forem os pais a intervir nisto tudo, será isso que vai acontecer em maior ou menor medida. Mesmo sendo sob recomendação de "autoridades" a verdade é que essas autoridades estão a ser negligentes e permissivas, face a pressões extraordinariamente poderosas. Talvez eles mesmo não se dêem conta disso porque os "argumentos" parecem muito convincentes. Cabe-nos a nós, pessoas de bom senso, perguntarmo-nos sobre tão somente isto: será que alguém deve acreditar, em seu perfeito juízo, que a droga é a solução para a educação de boa parte das nossas crianças?

Dia 25-5-2006, Webmaster - Portugal outra vez
O Mundial está à porta e o Europeu de Sub-21 já está em nossas casas. As bandeiras já saíram das gavetas e já se mostram, coloridas e vistosas, nas janelas e no topo dos prédios. É Portugal outra vez!

Convenhamos que o Futebol tem muita força. Mas o que importa o Futebol se a maravilha do patriotismo renascido nos encanta ainda mais?

Cada um de nós necessita de sentir orgulho em qualquer coisa que nos transcenda. Faz parte da nossa condição espiritual e da nossa sociabilidade. Não fora o Futebol, que fosse a sueca, a bisca dos 9 ou o burro em pé. Quiçá até mesmo o dominó. Havendo algo que nos una, seja o que for, somos mais felizes por isso. E isso é o que importa.

Feliz por ser português. Se alguém falar mal de Portugal das duas uma: ou é português e aí está desculpado e até mesmo por vezes apoiado, uma vez que também essa é uma característica que nos distingue e de que tanto nos orgulhamos; se não for português, raio que o parta! Vá falar mal lá da terra dele. Para falar mal do nosso querido país estamos cá nós!

Se não for português mas que se sinta português, é-nos ainda mais querido, pois nós os portugueses somos tal uma dama quando recebe flores. Derretemo-nos por um elogio ao nosso país. E não escondemos por vezes aquele brilho nos olhos de uma lágrima a querer brotar, de tanta afinidade que sentimos por quem nos elogia como povo.

(Porra, que eu hoje estou inspirado...)

Vamos todos apoiar Portugal! E, como dizem os meus pequenos, "o último a chegar é um ovo podre"!  

Dia 25-4-2006, Webmaster - Ser livre tem preço

Fazer o querer
Pensar o que dizer
E dizer o que pensar
Sem medos, nem receios
Ser livre por todos os meios
(Verem-se as pernas, e verem-se os seios)
Não temer palavras, tampouco palavrões
Olhar para o céu e as estrelas e assumir as paixões
Viver, sonhar, iludir a alma, sem temer desilusões

Ser livre tem preço

É ter a coragem de arriscar
É sentir que se pode perder
E mesmo assim querer avançar
É querer lutar para defender
Tudo aquilo que escolhemos amar

Ser livre tem preço

É querer saber
É querer lembrar
E ter a coragem de nunca, nunca olvidar
Todos os que, antes de nós, preferiram tombar
e lutaram e lutaram para nunca vergar

Ser livre tem preço

Coragem!

Dia 21-2-2006, Webmaster - nunca se é demasiado humilde
Se eu não soubesse o que nos faz ir abaixo eu pensaria que era qualquer coisa que sobre a qual eu não tenho controlo, tal como a inflação, a crise, a questão do petróleo, ou algo assim.
Mas se eu soubesse exactamente o que nos faz ir abaixo, então eu nunca me iria abaixo. Se queremos nos libertar da fraca condição humana, temos que saber muito sobre a condição humana. Só assim podemos almejar poder exercer algum controlo sobre ela.
O que nos atrapalha é a nossa percepção de que já sabemos o que nos faz mal. Talvez saibamos exactamente o que nos perturba. Mas se essa pretensa coisa nos continua a afligir, então é porque nós errámos ao apontá-la como causa principal da nossa mágoa. 

A percepção de que sabemos alguma coisa, leva-nos a dar essa coisa como certa. Nesse momento deixamos de questioná-la e praticamente deixamos de aprender sobre ela.

É aqui que temos um problema. Não podemos viver sem algumas certezas. Por outro lado, sempre que assumimos certezas, perdemos a capacidade de aprender mais sobre essas certezas. É como dizer "Certezas ... não se pode viver como elas, mas também não se pode viver sem elas".

Ser humilde é, na sua essência intelectual, a capacidade de assumir que podemos aprender coisas que não conhecemos. Ser arrogante, significa, na mesma base, ser incapaz de aprender sobre algo, pela simples razão de que existe uma assunção prévia de que já se sabe tudo sobre essa coisa.

Ser arrogante é ter demasiadas certezas sobre o assunto em causa. Por definição, se dizemos "demasiadas" estamos a dizer que a arrogância é qualquer coisa negativa. Claro que é! Arrogância é a uma das bases mais importantes da estupidez.

Poderíamos inferir que ser demasiado humilde seria ter uma demasiada incapacidade para assumir certezas como tais. Mas esta é uma definição que eu prefiro rejeitar. Talvez esteja a ser demasiado radical, mas penso que nunca se é demasiado humilde, porque ser humilde é ter capacidade de aprender. E sendo essa uma das mais importantes bases da inteligência, eu hoje penso que a humildade me levará sempre a ser mais e mais inteligente, mais capaz e mais compreensivo para com os meus semelhantes.

Vamos pensar num aparente arrogante - José Mourinho - um dos homens mais inteligentes do mundo neste momento. Acham que é pela arrogância que ele ganha? É evidente que o seu domínio das certezas do Futebol o levam a ser firme nas suas decisões. Ser firme é essencial para se percorrer um caminho com êxito, seja ele qual for. Eu estou absolutamente convicto que José Mourinho assume intimamente a postura da maior humildade perante a ciência que suporta este desporto. Só assim, ele consegue ser imbatível. Eu estou convicto que ele sente todos os dias que tem uma infinidade de coisas para aprender sobre o assunto, independentemente de toda a firmeza que ele tem que ter naquilo que já testou e sabe que funciona. E isso, caros amigos é humildade intelectual - a suprema capacidade de aprender.  Lá a imagem que ele faz transparecer ... no teatro do Futebol, não vos parece que ele não está a representar um papel? E fá-lo com brilhantismo.

Nunca se é demasiado humilde, é o que eu penso. Firmeza nas decisões e ter algumas certezas faz simplesmente parte do nosso equilíbrio. Mas não pode invalidar a nossa capacidade de questionar, sob pena de nos condenar ao fracasso.

A humildade pode bem ser o Caminho. Olhemos para os génios. Lá encontraremos os traços indeléveis de pura e simples ... humildade.

Dia 1-12-2005, Webmaster - o que nos faz chorar de alegria
Se há coisas que me intrigam uma das que me vem perseguindo ao longo destes anos é este enigma:
- Porquê as pessoas choram de alegria?
Uma pessoa má apercebe-se que tem que ser um melhor ser humano. Converte-se diante dos nossos olhos. Isto far-me-ia chorar de emoção. Lágrimas de alegria.
Um pai ausente reconhece que não tem sido um bom pai e compromete-se a dar toda a atenção aos seus filhos. Isto far-me-ia chorar de emoção.
Dois irmãos desavindos fazem genuinamente as pazes e dão um abraço de amizade. Isto far-me-ia chorar de emoção.
Portugal ganha um jogo de futebol de uma forma dramática. Isto já me fez chorar de alegria
O Cinema é uma arte fantástica! É como literatura com imagens e som. É a experiência de outros diante da nossa percepção. É neste meio que eu experimento a maior parte destas emoções que me fazem chorar.
O que poderão todos estes exemplos em comum?!
Acho que estou muito perto de descobrir. Mas ainda não chego lá.
A única coisa que consigo perceber, por enquanto, é que sou provido de emoções e que as coisas boas que ocorrem aos outros me afectam e me causam sentimentos de felicidade. Por enquanto, já me sinto gratificado por este facto.

 

Dia 6-08-2005, Webmaster - o prazer de percorrer o caminho
Tudo o que queremos é ganhar, chegar a algum lado, atingir qualquer coisa que julgamos nos vá salvar de tudo o que há de mau e aborrecido. Esta nossa vida é um caminho para algum lado. Quase toda agente reconhece isto. Um caminho para algum lado, algum objectivo maior ... qualquer coisa para o qual passamos quase toda a nossa vida à procura do próprio mapa para lá chegar. É incrível, não é?!  Não sabemos para onde vamos, mas sabemos que onde estamos não é suficientemente bom e que haverá, eventualmente, algum lugar melhor.

Mas há uma pequena ideia que nos persegue e que nos atormenta. O que ocorrerá quando lá chegarmos? Pensemos em dinheiro. O que farei eu se tiver todo o dinheiro que eu puder gastar? Por exemplo, como será a minha vida se eu ganhar 113.000.000 € no Euromilhões? Um espectáculo!!! Poderei fazer tudo o que eu quiser! Tudo!!! Ok... e depois?

Aqui está um objectivo possível para uma vida:  ser podre de rico!

Agora, aqui está a reflexão que eu apresento: será que o mais importante é chegar ao destino ou é percorrer o caminho. Onde estará a maior satisfação? Onde estará a verdadeira realização?

imagine que a meio de um jogo de Monopólio onde todos os jogadores se estão a divertir, incluindo você, alguém entra e lhe diz a si que a partir de agora tem todos os hotéis e a maior parte do dinheiro em jogo. Não porque você jogou para ganhar, mas porque alguém lhe interrompeu o jogo e lhe disse que já não tinha que se esforçar mais para ter o domínio do tabuleiro.

No início você iria gostar de ter os hotéis todos, todo o dinheiro. Mas alguns minutos depois você iria sentir que o jogo tinha perdido toda a graça e todo o gozo.

Dá para ver o sentido do jogo? Dá para perceber o que é realmente importante?

Eu repondo. O mais importante na vida, tal como em qualquer outro jogo, não é o chegar ao objectivo derradeiro. Isso é apenas o que nos faz mover, mas não é o mais importante. O mais importante na vida é o gozo que ela dá! É o enfrentar os desafios. É ter desafios. Sem desafios a vida é pouco mais que uma merda! É como ser o dono da bola e não ter ninguém com quem jogar.

Não há mal nenhum em querer fazer um atalho para a riqueza. Eu também jogo no Euromilhões. Mas se eu ganhasse ... podem crer que parte da minha vida, como eu a vivo hoje, iria completamente perder a graça. E eu até gosto da vida que tenho. Se eu ganhasse um prémio tão grande, o que eu teria que fazer seria eleger um jogo tão proporcional a todo aquele dinheiro, para a vida voltar a ter interesse. Talvez acabar com o analfabetismo no nosso país. Talvez arranjar uma solução para os incêndios. Algo proporcional. Seria como matar a minha actual existência e criar uma nova. Parece fascinante. E na realidade é!

Mas é necessário perceber este conceito: que a vida tem que ter desafios e dificuldades para dar gozo de ser vivida. Quem não confronta os desafios da vida com naturalidade e com entusiasmo está a menosprezar uma das mais importantes essências da existência humana. E é uma pena sempre que isso acontece.

Dia 23-07-2005, Webmaster - um olhar diferente sobre a "crise"
"A crise está aí!" e "a culpa é dos governos!"

Talvez haja razão nestas palavras. Há crise ... é um facto. E alguém tem a culpa, podemos supor.

Mas é curioso que ninguém se lembra que Portugal é um país democrático (pelo menos formalmente) e que existe liberdade de expressão e muita, muita liberdade de acção. E, no entanto, a culpa é sempre "deles".

A felicidade das pessoas é algo dependente das expectativas. Não é apenas um valor absoluto. Por exemplo, os meus avós ficariam felizes por terem meia dúzia de sardinhas para comer. Mas nós, nos dias de hoje, ficaríamos muito infelizes por só termos umas míseras seis sardinhas para comer. Como se pode ver, a felicidade depende das expectativas.

Não há nada de mal em se ter expectativas elevadas. O mal está em se ter elevadas expectativas sobre coisas sobre as quais não temos qualquer controlo. Ui! É o primeiro passo para o desalento.

Já reparam no que hoje temos que os nossos avós não tinham? Não se trata apenas da liberdade de expressão e o direito ao voto. Trata-se de bens materiais e culturais. "Tretas!" dirão alguns. "Toda a gente sabe que estamos em crise!" dirão outros. Não devemos negar isso, pois ... o que é a crise? Bem, a crise advém exactamente das expectativas que as pessoas têm sobre coisas que não controlam e que, por vezes, preferem não controlar.

Quem tem elevadas expectativas mas deita mãos há obra e faz por elas se concretizarem ... quem faz isto, meus caros amigos ... não está em crise! E por muito difícil que a vida pareça ser, olharão a vossa volta e haverá sempre um ou mais sujeitos que estão a progredir e a florescer. E aposto que 80% desses sujeitos o estão a fazer de uma forma legal e lícita.

Mas, quando nos sentamos e nos lamentamos irresponsavelmente da "crise", esquecemo-nos de muita, muita coisa que poderia alterar o nosso ponto de vista. E isto que eu vos quero dizer é o seguinte:

- hoje temos telemóveis que nos permitem falar de todo o lado, temos Internet que nos permite aceder a informação quase ilimitada, temos uma quantidade de empresas de supermercados a venderem a preços bastante acessíveis as últimas novidades nos bens de consumo, temos uma administração pública com uma presença na Internet que está cada vez mais eficiente, temos mais recolha de lixo para reciclagem, temos dezenas de canais de TV que nos permitem ver a vida de múltiplos pontos de vista, temos bibliotecas, videotecas, audiotecas etc... que nos permitem aceder gratuitamente a tanta, tanta cultura ... será que os nossos avós poderiam imaginar tudo isto?!

Hoje vivemos uma crise, sim senhor! Uma crise de valores, uma crise de responsabilidade, uma crise espiritual. Isso pouco ou nada tem a ver com o Governo ou com o Estado. Nos dias de hoje muitos de nós preferem ver o "copo meio vazio", quando deveriam estar a vê-lo "meio cheio".

As pessoas gastam demasiado tempo a pensar no que o país deveria fazer por eles. Parafraseando um dos melhores estadistas do mundo:

- Não percam demasiado tempo a pensar no que o país deveria fazer por vocês. Em vez disso, pensem no que VOCÊS poderão fazer pelo vosso país!

E se não sabem a resposta, emigrem! Pois quando estiverem lá fora, meus caros, aí vocês vão saber o que é que realmente é Portugal e o que essa nação significa para vocês. Lágrimas irão correr ... de saudade! (Perguntem a qualquer um dos nossos emigrantes.)

Força, meus amigos! Andem lá com isso.

 

Dia 8-10-2004, Webmaster - Como destruir uma nação, aos poucos
Vamos supor que tínhamos como objectivo tornar um país fraco, dócil e fácil de dominar. Qual deveria ser a nossa estratégia? Vejamos ... uma forma de o fazer seria implementar uma ditadura. Portugal até já teve essa experiência! E resultou durante bastante tempo, ao ponto de nos tornar um povo semi-analfabeto, condição da qual estamos ainda a tentar recuperar.

Poder-se-ia perguntar o porquê de querer tal coisa - um país subjugado. Bem, a observação mostra que existe sempre um motivo aparente - dinheiro. Sempre dinheiro!

Mas, nos dias de hoje, tentar implementar uma ditadura à antiga, seria quase impensável. As pessoas estão demasiado informadas e até individualistas. Muito difícil! Simplesmente não seria uma boa abordagem.

Assim sendo, se desejássemos anular um país inteiro, tornando-o num povo submisso,   haveria que encontrar uma outra forma muito mais subtil. Por exemplo, se houvesse uma forma de torná-lo menos inteligente, isso dava muito jeito. Pouco inteligente e cheio de mal entendidos sobre aspectos essenciais da vida ... por outras palavras - burros que nem uma porta.  Má educação, consumismo estupidificante, falta de vontade de aprender, muito influenciável .... tudo isso seria estupendo para a nossa estratégia de subjugação.

Para isto resultar teríamos que ser muito, muito pacientes. Anos e anos de esforço ardiloso. Teríamos que introduzir no país mais e mais "métodos inovadores" de ensino. Dar muito, muito poder aos alunos. Não lhes exigir quaisquer responsabilidades. Estão a ver o filme?! Dar cada vez menos poder aos professores, mas mais responsabilidades.

É óbvio que haveriam umas quantas pessoas que nos incomodariam com o seu profissionalismo irritante e com a sua competência inconveniente. Mas, se os fossemos anulando com "ideias inovadoras" e com "métodos modernos", blá, blá, blá - blá, blá, blá, ... teríamos muitas probabilidades de sermos bem sucedidos.

Sabem que se colocarmos um sapo dentro de uma panela a ferver ele salta para fora. Mas se o pusermos em água fria e a aquecermos lentamente, ele simplesmente coze e morre.

Então essa seria a nossa estratégia de sucesso - ir "aquecendo" aos poucos até "cozer" .

Mas, mesmo assim, os putos hoje têm a Internet, os jogos que até são estimulantes, os sms, os chats, etc... tudo coisas que ajudam a torná-los vivaços e até mais inteligentes devido à enorme exposição à informação. Ora assim, o raio dos putos não ficam burros tão facilmente como nós gostaríamos. Hummm ... mas para isso haveria uma solução - que tal se os tornássemos indisciplinados e mal educados, hã? Uma boa ideia, não é? Assim, eles seriam inteligentes (isso não poderíamos evitar) mas pelo menos seriam pouco funcionais devido à indisciplina.

Outra forma muito, muito eficaz seria observá-los bem e "ajudá-los" a serem mais "bem comportados"  de uma forma que os pais pudessem aceitar e que até fosse cómodo para eles.

Poderíamos mostrar aos pais que os putos estão deprimidos, ou hiperactivos ou qualquer outra coisa assim para lhes receitarmos umas drogas (legais, é claro) para que ficassem melhor. E se fossemos muito convincentes isto até poderia resultar. É claro que essas drogas (legais, é claro) só iriam tornar os putos mais apagados. (Isto já está a acontecer nos Estados Unidos há vários anos. E há quem esteja desejando de trazer essa prática em força para a Europa)

Eh, pá, isto seria uma estratégia do caraças! (Desculpem o meu francês)

Recapitulando. Primeiro teríamos os putos indisciplinados e descontrolados. Todas as culpas para cima dos únicos elementos que poderiam por em perigo esta nossa estratégia - os professores. Fazê-los [os professores] andar de um lado para o outro com a casa às costas, desmotivando-os mais e mais até eles desistirem, ou quase. Depois, como os putos até são vivaços, dar-lhes drogas (legais, é claro) para os tornar "bem comportados" e "pouco barulhentos".

Bem, fazer isto uma geração após outra e outra e cada vez com "métodos mais modernos" e " mais eficazes", blá, blá, blá - blá, blá - nhã, nhã, nhã - blá, blá, blá - blá, blá, até obtermos um povo burro e sem vontade de pensar por si mesmo.

É interessante ver que com os "métodos antigos" as pessoas até aprendiam aquilo que era necessário para a época, apesar da ditadura. Dava-se importância à memória, ao conhecimento do país e à sua História. A matemática era importante e as pessoas sabiam usá-la no seu trabalho.

Depois vieram os "métodos modernos", introduzidos por uns senhores "muito competentes" e que leram umas coisas nuns livros ...enfim, umas verdadeiras "autoridades".

Vejamos - qualquer empresa rege-se por resultados, não é assim? Se os resultados são bons as estratégias mantêm-se e intensificam-se. Se os resultados são maus, mudam as estratégias e há até executivos que são postos na rua, a bem dos resultados. E todos nós sabemos e concordamos que é assim que se deve gerir uma empresa.

No entanto, a Educação parece não funcionar assim. Os resultados são, em muitos sectores, cada vez piores, apesar dos esforços de alguns elementos bem intencionados e competentes. Assim, as "autoridades" e os "peritos" em educação, perante esses resultados, introduzem cada vez mais e mais " métodos mais modernos" e "mais eficazes" e  blá, blá, blá - blá, blá - nhã, nhã, nhã - blá, blá, blá - blá, blá, com os quais os resultados continuam maus e cada vez piores.

Poderíamos pensar que a culpa é dos políticos. Bem ... também é verdade. Mas serão os políticos os únicos e verdadeiros responsáveis? Será que todos os políticos e todos os governos têm sido incompetentes e/ou mal intencionados relativamente à Educação?

Pensem bem! A Educação tornou-se num "assunto técnico", nas mãos de "peritos". E são essas pessoas que têm sido o denominador comum aos últimos anos na governação do tema da Educação.

Um povo burro e deprimido dá muito jeito a quem quer ganhar muito dinheiro. É um facto!

Ora, o que é que isso tem a ver com a Educação, com as drogas (legais, claro) e  com os "peritos"?

Nada! (Isto foi apenas um delírio meu, sem importância. Não liguem.)

Ah! Só mais uma coisita  ....  Por favor, observem as coisas por vocês mesmos e não tenham medo de tirar conclusões, por muito duras que elas sejam!

Dia 13-9-2004, Webmaster - Energia mágica do Setembro
Setembro é um mês espectacular, se pensarmos um pouco sobre o assunto. Os miúdos regressam com entusiasmo à escola. Novos amigos, novos lápis, canetas, mochilas ... novos amigos, novas coisas para aprender. Um passo mais na direcção do conhecimento e da independência que eles reconhecem nos adultos.

E os adultos? Esses regressam com as baterias recarregadas. É como terem sido desligados e ligados novamente, se pensarmos na analogia com um computador. Os problemas que antes das férias pareciam insolúveis e penosos, são agora vistos como desafios interessantes com soluções bastante óbvias. Há aí uma força mágica que aqui identificamos com o Setembro. Essa é a força do Verão. Uma injecção de positividade, de descanso do corpo, da recuperação de horas de sono ... de sol, de noites quentes...

Milfontes providencia isso tudo com competência. E este efeito resulta sempre. Uma vez após outra. É como uma magia.

Se, no entanto, nós decidirmos ser "razoáveis" quanto a isto e se pensarmos que este efeito não é real e é apenas ilusório ... se nós nos inundarmos com ideias do tipo "bem, agora estou com a força toda e depois começam os problemas e eu vou voltar ao mesmo e , nhã-nhã-nhã, nhã-nhã-nhã, ... vou ser derrotado, vou ser derrotado ..." então você vai mesmo ser derrotado, tão fatalmente e invariavelmente como em todas aquelas circunstâncias passadas em que você pensou assim. É como uma magia - uma magia negativa!

Setembro significa recomeçar! Significa uma nova e fresca oportunidade de fazer as coisas com eficiência. Regressar a uma boa alimentação, voltar para a ginástica, organizar melhor as coisas. Ser mais capaz!

A energia do Setembro está aí bem nas vossas mãos. E nós podemos usá-la com convicção e enfrentar com "inteligência, coração e aço" os meses que se aproximam. Nós podemos concretizar todas aquelas coisas que estamos a decidir enquanto energizados pelo poder do Verão.

Só os tolos deitarão esta energia para o lixo, invalidando-a e menosprezando-a. E nós não somos tolos, pois não? 

Dia 28-8-2004, Webmaster - Mais medalhas para Portugal
Nomes a reter:   Rui Silva e Francis Obikwelu. Medalha de Bronze nos 1500 metros e Medalha de Prata nos 100 metros. Dois portugueses vencedores. Os nossos parabéns!

Orgulho, meus amigos... Orgulho!

Dia 18-8-2004, Webmaster - A utilidade de uma derrota
Portugal foi eliminado dos Jogos Olímpicos no jogo contra a Costa Rica. Cada português sentirá agora uma grande desilusão face às expectativas criadas.

A pergunta que podemos fazer será: Que utilidade poderá ter esta derrota? Esta é uma pergunta valiosa, na medida em que a resposta, se encontrada, trará algo de muito positivo. Pelo contrário, atribuir culpas pouca ou nenhuma utilidade tem, pois a culpa tende a gerar justificação. E justificação só serve para diminuir a importância das verdadeiras razões que levam ao fracasso. Por outras palavras, a justificação esconde aquilo que deveríamos saber e que seria muito útil saber.

A equipa portuguesa falhou nos Jogos Olímpicos. Este é o primeiro dado a reter. Falhou porque não fez o que deveria ter feito e falhou em fazer o que deveria ter feito. Todos nós temos um pouco de "seleccionador". Esta é uma das magias do futebol. É este sentido de participação que nos permitimos ter, apenas pelo motivo de sermos adeptos. Por isso, cada um de nós irá encontrar razões, válidas ou não, para a derrota.

Ora aqui está uma oportunidade para tirarmos algum proveito da derrota. Se entrarmos em justificações, não vamos aprender nada. Se entrarmos em culpabilizações, nada vamos aprender. Mas, se formos honestos connosco próprios e se encontrarmos as verdadeiras razões para as coisas terem corrido mal, esse será o primeiro passo. Em seguida , se assumirmos responsabilidade por isso, vamos realmente garantir que a derrota afinal ... teve a sua utilidade.

Ora, como adeptos, como portugueses, pouco tivemos a ver ver com a derrota, não é assim? Então, se é assim, como podemos nós viver as vitórias. Como pudemos nós vibrar com as vitórias da nossa selecção? Afinal nada tivemos a ver com elas pois não? (Esta é uma provocação.)

Como podemos nós assumir responsabilidade de algo que não controlamos? Bem, na verdade não podemos. E esta é a verdade. Mas na nossa vida, como cidadãos e como portugueses há muitas coisas que estão sob nosso controlo. E, de longe, nem tudo corre bem. Exactamente como aconteceu com a nossa selecção nos Jogos Olímpicos.

Será que quando vibramos com uma vitória, isso significa que,  de algum modo nós participamos nela? É algo que cada um deve responder para si mesmo.

E ... quando há uma derrota e sofremos com ela, isso diz que, de certo modo nós participamos nessa derrota? É a outra face da mesma moeda, não é?

Responsabilidade! O assumir de que se é Causa, de que podemos criar efeitos. É algo que temos todos melhorar. Se assumirmos que as coisas que ocorrem neste Universo são, em maior ou menor grau, causados por nós, estamos, nesse maior ou menor grau, a assumir responsabilidade pelo Universo. Ora uma vitória é uma nossa vitória, em maior ou menor grau. Assim o é uma derrota.

As perguntas que se impõem continuam a ser: o que aprendemos nós? Como vamos melhorar? Como vamos tirar utilidade de uma derrota?

Responsabilidade, meus amigos ... responsabilidade!

Dia 14-8-2004, Webmaster -  Prata para Sérgio Paulinho em ciclismo
Aqui está a primeira medalha para Portugal nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004!!!

Os primeiros Jogos Olímpicos do século XXI constituem para todos nós uma referência de esperança na união dos povos humanos. Debaixo de um enorme esforço de segurança para prevenir qualquer investida terrorista, a Humanidade celebra uma vez mais este amplo ritual que nos lembra que somos muito mais do que meros bonecos nas mãos de loucos viciados em poder, dinheiro e imposição de valores distorcidos.

Portugal, como nação tolerante e de boa vontade, encontra-se representada por pessoas muito valiosas. Não apenas pelos seus talentos desportivos, mas pela sua vontade de orgulhar o seu país. É o caso de Sérgio Paulinho, que em 224 quilómetros em cima de uma bicicleta, fez aquilo que ele sabe fazer, aquilo que ele treinou para fazer, aquilo que ele sonhou que era possível - dar-nos a alegria de o vermos a ganhar!

Mantenham as vossas bandeiras ao vento. Vamos continuar a apoiar Portugal!

(Parabéns ao Paulo Bettini, o italiano vencedor da medalha de ouro que fez uma excelente "equipa" com o Sérgio Paulinho.)

Dia 4-8-2004, Webmaster - Mistérios do mundo moderno
Vivemos dias de grandes enigmas que todos os dias nos passam quase, quase despercebidos. Há coisas que simplesmente não encaixam ...

Por exemplo, sendo a ciência dos dias de hoje tão desenvolvida, não é extraordinário estarmos tão dependentes da gasolina, gasóleo e todos os outros derivados do petróleo? O que aconteceria se, de repente, houvesse uma fonte de energia que tornasse o petróleo obsoleto?

Estamos hoje numa era de profunda inovação tecnológica, principalmente no campo da informação. Os computadores de hoje são tão poderosos e eficientes que os programas podem ser de uma complexidade extraordinária. Como resultado, hoje podemos ter simuladores, dicionários electrónicos, enciclopédias, etc... para não falar no poder fantástico da Internet. Com tantos meios e tecnologia, não vos parece extraordinário que os alunos de hoje tenham um desempenho inferior ao dos alunos de há anos atrás?

Hoje em dia o acesso aos meios materiais que nos permitem ter mais qualidade de vida são muitíssimo mais abundantes do que eram há anos atrás. O acesso à informação e ao entretenimento é bastante mais fácil e democratizado. Nos dias de hoje, existe muito mais liberdade individual e maior autonomia para que cada pessoa se possa realizar melhor. Não vos parece estranho que o consumo de drogas psiquiátricas esteja a aumentar drasticamente? Não vos parece inconsistente que hajam hoje mais "doenças" psiquiátricas que noutros tempos nem conseguiríamos imaginar?

Presentemente existem em Portugal verdadeiros cientistas que estudam o comportamento dos fogos. Aliás, a nível mundial os métodos de combate e prevenção dos fogos melhoram todos os anos com a evolução da investigação científica. Os fogos não são coisa que os políticos governantes gostem pois criam desespero, descontentamento e menos votos. Não vos parece uma coisa do outro mundo que, um ano depois da maior tragédia de fogos que foi mais coberta mediaticamente, o país continue com tanta incapacidade para vencer este flagelo?

Até que ponto nos estão a contar toda a verdade?

O que é que não estamos nós a querer ver? Hum?!

Dia 29-7-2004, Webmaster -  Era uma vez um homem livre
Era uma vez um homem livre. Ele tinha o poder de fazer muitas coisas mas tentava fazer apenas aquilo que estava certo. Ele sabia muitas coisas mas dava sempre mais importância aquilo que era bom e positivo para ele e para as outras pessoas. Ele sabia que haviam coisas erradas no mundo mas preferia não estar apenas a culpar alguém por isso. Não porque não houvessem culpados mas porque ele sabia que era melhor para todos pensar no que ele poderia fazer para melhorar as coisas. E depois fazia isso e, em maior ou menor grau, ele atenuava essas coisas más e fazia surgir coisas boas em sua vez.

Este homem livre era corajoso como ninguém, sábio como poucos e feliz como alguns.

Foi a coragem que o levou a ser sábio e a sabedoria que o levou a ser feliz e a conservar essa felicidade.

Ele nem sempre foi assim livre. Houve tempos em que ele se sentiu, como todos os outros,  pequeno e incapaz. Nesses tempos ele ainda pensava que simplesmente não podia elevar-se acima do seu medo e ignorância. Ele era um pouquinho feliz, não era totalmente ignorante e não era totalmente cobarde. Ele era, como todos os outros, um ser conformado...

Um dia ele deu de caras com um caminho que ele acreditou ser o correcto. Foi necessário alguma coragem, o que o levou a não desistir de imediato. Aí, ele aprendeu e tornou-se cada vez mais sábio e mais feliz e por fim ....  teve aquela coragem transcendente para se libertar! Não foi fácil, é certo. Mas foi compensador. Ele deixou de ser conformado.

Este homem livre, para tornar-se ainda mais livre faltava-lhe apenas mais um "pequeno" detalhe: libertar todos os outros.

Um dia, depois de pensar muito sobre como fazer isso ele lançou uma pergunta ao mundo:

- Estarão vocês REALMENTE dispostos a serem pessoas livres?

Bem, isto é apenas uma história "Era uma vez...". Mas também eu vos faço esta pergunta:

- Se for possível ser-se mais capaz e mais feliz, será que é isso que vocês REALMENTE querem?

E esta:

- Vocês acreditam que a ajuda é possível?

São perguntas para responder no íntimo de cada um, talvez entre um mergulho e secar na toalha...

Talvez alguns de vós possam pensar que aqui o webmaster não diz coisa com coisa e que não deve bater bem. Mas ... se essas pessoas pensarem que não podem ser mais livres do que o são hoje, quem é que serão aqui os verdadeiros malucos? Think about it!

(Só mais uma coisa: o homem da história ... um dia eu quero vir a ser como ele.)

Dia 16-7-2004, Webmaster - O poder do Verão
Portugal é um país quentinho. Embora os incêndios venham atormentar um pouco as nossas gentes, a verdade é que as pessoas anseiam bastante por estes meses de Verão. As praias, as noites de céu limpo, a alegria do convívio entre famílias ... tudo isso vem dar um alento às pessoas. E isso é muito bom!

Reparem nisto: quando vem o calor as pessoas ficam mais alegres e mais cordiais. E eu até aposto que a indústria farmacêutica baixa drasticamente as suas vendas de anti-depressivos nesta altura do ano. Dá que pensar não dá? Como uns raios de sol podem ser mais terapêuticos do que droga. Bem, dizer que as drogas médicas são "terapêuticas" já será um abuso ... mas não dar o devido valor ao Verão é algo que não podemos permitir.

A verdade é que há algo que nos liga à cor, à luz e à temperatura agradável. É como se na realidade pertencêssemos ao Verão e se estivéssemos "emigrados" nas outras estações do ano durante os restantes meses. Bem, é certo que há portugueses que estão mesmo emigrados geograficamente. Para eles (daqui os meus mais calorosos cumprimentos) Verão significa Portugal, origens e família.

O calor tem poder. E nem todo esse poder é destrutivo. Lutemos contra os fogos e façamo-lo de forma eficaz. E não deixemos de aproveitar o melhor que o Verão tem para nos dar - alegria de viver! Também é esse o poder do Verão. E também é esse o poder de Vila Nova de Milfontes.

Dia 4-7-2004, Webmaster - (Frente à Grécia) Grandeza
Parabéns à Grécia! Jogou bem o seu jogo e ganhou. Não ganhou só hoje. Ganhou em inúmeros jogos frente às melhores equipas da Europa. "Levem lá a bicicleta!"

Parabéns à nossa selecção! Fez um campeonato espectacular e acordou definitivamente, com "coração e aço" a auto-estima de um povo inteiro. Somos vice-campeões europeus e isso ninguém nos pode tirar ... nem mesmo a Grécia.

Parabéns ao Scolari. Impôs-se contra muitas, muitas vozes. Ganhou o respeito dos jogadores e o respeito de um povo inteiro. Senhor Scolari, bem-vindo a Portugal! Você mereceu o seu lugar entre nós. Contamos consigo para as próximas batalhas.

Parabéns ao Povo Português! Acordámos para a nossa Grandeza. Contra a crise, contra os "bota-a-baixo", contra o esforço visível de alguma imprensa de esmorecer os ânimos das pessoas, contra o negativismo ... acordámos para Sermos Portugueses.

Parabéns à organização do Euro. Tivemos o melhor Europeu de sempre - reconhecido pela própria UEFA. Somos bons a organizar e somos bons a receber. O nosso turismo vai beneficiar muito com esta nossa prestação. E com isso, todos nós ganhamos. E iremos continuar a ganhar durante os próximos anos.

É muito bom ver muitos e muitos portugueses, esta noite, a fazer esvoaçar a nossa bandeira e a gritar pelo nome do nosso país. Apesar de uma derrota, estamos uma vez mais a mostrar a nós próprios e a todos, que temos Grandeza. Sabemos ganhar e sabemos perder. Sabemos vibrar com o jogo e também sabemos estar acima do próprio jogo.

Preparemo-nos para os Jogos Olímpicos e para o Mundial de 2006. A Grandeza não aparece por mero acaso. Ela é criada todos os dias, com esforço, inteligência, vontade e talento. Vamos lá, pois seremos capazes!

Dia 1-7-2004, Webmaster - Um Espírito Transnacional
Hoje vi pela primeira vez na TV os nossos amigos moçambicanos, são-tomenses, timorenses .... a gritar por Portugal! Eu já tinha ouvido falar sobre isso mas só hoje vi com os meus olhos. A alegria deles e o fervor nas suas vozes e nos seus olhares. Tal e qual como em Portugal ...

Um povo É um espírito e esse espírito tem países. Países independentes e auto determinados.  Unidos pelo apego a um conceito que transcende fronteiras, políticas, raças ou religiões. E esse conceito ... por tanto tempo esquecido, adormecido, latente, mascarado por ruído ... Esse conceito ...  esse espírito pode agora ser visto por todos. Despoletado pelo futebol e pelos nossos heróis da Selecção, esse espírito não viria ao de cima se não existisse de facto. E essa é a beleza de tudo isto.

Portugal tem uma Alma. E essa Alma é tão grande que não se materializa apenas nos homens portugueses e mulheres portuguesas ... Essa Alma é a Lusofonia. Congratulemo-nos por isso. Respeitemos isso. Fomentemos isso. Mereçamos isso.

É bom sabermos que Somos uma Alma. E ... se Deus assim o permitir, VAMOS GANHAR À GRÉCIA !!!!


Dia 30-6-2004, Webmaster - (Frente à Holanda) Só mais uma, Só mais uma !!!
A Holanda já era. Agora ... queremos a desforra com a Grécia! Mas a República Checa não deixará de ser bem-vinda.

Portugal tem agora a oportunidade única de ganhar um campeonato da Europa! Temos que acreditar que vamos ser capazes. Está VERDADEIRAMENTE ao nosso alcance!

Figo merecia ter marcado um golinho. Mas o golo de Maniche, meus amigos.... do melhor que houve neste campeonato...

Parabéns à Selecção! E parabéns aos que apoiaram a Selecção mais de perto.

Portugal, Portugal, Portugal, Portugal, Portugal!

Dia 24-6-2004, Webmaster - (Frente à Inglaterra) Portugal, Portugal, Portugal !!!
Palavras para quê?! Portugal nas meias finais, após todo o sofrimento frente à Inglaterra. As pessoas merecem! Vê-las assim alegres é muito, muito bom.

Em boa verdade, se tivéssemos perdido seria perfeitamente natural, pois o jogo foi equilibradíssimo e os ingleses não foram pêra doce. E se assim fosse eu muito gostaria de continuar a ver as bandeiras nas varandas. Mas, com  vitória e da forma como foi arrancada ... (Não há coração que aguente.) Estamos todos de parabéns! E os jogadores foram inexcedíveis.

Portugal, Portugal, Portugal, Portugal, Portugal!

Dia 20-6-2004, Webmaster - (Frente à Espanha) Portugal acreditou, Portugal Venceu !!!
Foi um jogo de cortar a respiração! Onde esteve esta equipa no jogo contra a Grécia, meus amigos?!
Portugal acabou por "escrever certos por linhas tortas". Parabéns aos jogadores e ao Sr. Scolari.

E uma palavra especial a propósito dos comentários de José Mourinho. Espectáculo!!! O homem não só sabe de futebol, como deu uma verdadeira "formação técnica" sobre este jogo aparentemente simples. Confesso que nunca me tinha percebido que haviam tantos detalhes subtis sobre táctica, estratégia, jogo psicológico, movimentação, posicionamento, etc... Para um leigo como eu, foi a cereja sobre o bolo da vitória de Portugal.

E depois ... lindo! A alegria das pessoas nas ruas e nas estradas. Um momento raro que, digam o que disserem, o futebol é capaz de proporcionar. Daí a sua enorme importância na nossa sociedade.

Por fim, uma palavra a cada um dos portugueses: - mereçam esta vitória! Esforcem-se nas vossas vidas e cultivem o vosso talento, floresçam e prosperem. Só assim, a alegria de hoje não se desvanecerá!

Dia 19-6-2004, Webmaster - Futebol e o Jogo da Vida
A atracção pelo Futebol é algo surpreendentemente intenso para ser um mero acaso. Portugal mobilizou-se completamente no apoio à Nossa Selecção e isso é extraordinário. Não no apoio, mas sim na forma do apoio. Bandeiras por tudo o que é sítio ... uma maravilha surpreendente!

Em cada finta, em cada golo, em cada vitória ... nós podemos ver a nossa própria vida e o todo o jogo que há nela. A nossa profissão, a nossa família, o nosso país, a nossa cidadania, todos estas áreas são áreas em que jogamos , ganhando ou perdendo, todos os dias sem parar. Alegrias, tristezas, esforços e fugas ... tal como um jogo. Tal como um jogo de futebol.

Na próxima partida de futebol, observem o esforço de cada jogador e a forma como ele se entrega à dureza do jogo. Ele marca, ele falha, ele corre, ele cansa-se e ele, quando a equipa marca um golo, vibra de alegria esquecendo-se milagrosamente de todo o cansaço que tem no corpo. Tal e qual como na  vida.

Quando atendemos um cliente, quando o computador vai a baixo, quando temos uma encomenda, quando o filho não quer comer, quando não recebemos aquele aumento, quando perdemos o emprego, quando enviamos um currículo, quando namoramos e quando discutimos, quando aprendemos, quando amamos ... é esse o nosso jogo. É nisso que temos que ser bons. Tal como os jogadores da nossa selecção, às vezes falhamos. Tal como eles às vezes sofremos. E tal como eles, às vezes marcamos golos e às vezes acreditamos. Ah! E quando acreditamos, meus amigos (e é esse o segredo!), tal como eles, nós vencemos!

A nossa selecção deve acreditar! Se assim for, irá vencer.

Os nossos melhores entre os melhores vão dar o tudo por tudo. E todos os portugueses vão estar com eles. E isso já é UMA ENORME VITÓRIA!

Dia 10-6-2004, Webmaster - Porque nós somos portugueses
Nunca deve ter havido tanta afirmação do nosso portuguesismo, como nestas últimas semanas. Pelo menos não nos últimos anos. E pelo menos não no território português. Portugal está na moda! A nossa bandeira está na moda. Devemos agradecer ao Euro 2004TM. Devemos agradecer a Luís Figo e à sua genial campanha de venda de bandeiras a 1 Euro.

Foram precisos 30 anos para voltarmos a exprimir abertamente a nossa devoção à pátria portuguesa. É muito tempo! As expressões 'pátria' e 'orgulho nacional' deixaram finalmente de ser ditas a medo. Medo de interpretações distorcidas e comparações menos sérias com tempos que já não são os de hoje  (nem de perto nem de longe). 

Aconteça o que acontecer no plano desportivo, a verdade, caros amigos portugueses, é que o nosso país não vai voltar a ser o que era. Somos mais maduros e mais inteligentes. Finalmente estamos a assumir a nossa condição de povo lusitano, com todos os nossos defeitos e virtudes. Mas sobretudo pelas nossas virtudes, que são muitas e valiosas.

Mesmo que esteja isto a ocorrer por causa do futebol, a verdade é que o país está cheio de bandeiras portuguesas. É um facto! Trabalhemos para que após o Euro 2004TM , continuemos a crescer como povo. Porque nós somos portugueses!

Para quem ainda não conhece o nosso hino:

Hino nacional - A Portuguesa

 

Heróis do mar, nobre povo,

Nação valente, imortal,

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós,

Que há - de guiar-te à vitória!

 

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar

Contra os canhões marchar, marchar!

Dia 29-5-2004, Webmaster - 'Inveja' do que consegues fazer
É meu desejo prestar aqui um humilde tributo a Figo, o nosso maior embaixador.

Um dia destes ele teve a amabilidade de oferecer um autógrafo a cada um dos meus filhos e isso foi muito, muito emocionante para mim.

A palavra inveja é uma palavra normalmente mal conotada. Não é com essa conotação má que eu a quero usar. Mas sim com o significado de "gostava de ser como tu", estão a ver?

Não é o talento para o futebol que eu invejo. Não é a esposa linda nem a família linda. Não é a riqueza nem sequer a fama à escala mundial.

Figo, tu tens algo que eu realmente gostaria de ter. Algo que transcende muito o génio, o talento, o dinheiro e até a fama. Tu tens o dom e os meios de emocionar as pessoas e fazer que elas se orgulhem mais do nosso país. Com um simples anúncio na TV consegues ajudar pessoas a melhorar e a terem mais oportunidades nas suas vidas. Com um sorriso e uma simpatia, tu dás alegria e crias felicidade. E tudo isso a uma escala gigantesca de milhões de pessoas. Se há coisa que invejo em ti é isso. Tudo o resto é teu e só teu e, acredita, já o mereceste em dobro!

Dia 29-5-2004, Webmaster - A tecnologia do pastel de nata
Existem muitas receitas de pastel de nata. Métodos e sequências de ingredientes, processos, etc.... Se os seguirmos, no fim conseguimos tirar do forno pasteis de nata. Estão a ver? Eu posso contentar-me com um pastel de nata feito por mim com uma receita tirada de uma revista. Até posso ficar satisfeito. Vêem?

Mas, e se eu quiser O pastel de nata e não apenas um pastel de nata? Por outras palavras, se eu desejar conceber aquele pastel de nata que, inequivocamente, é tão bom e tão gostoso que todas as pessoas adoram. Nesse caso eu terei que SABER como fazer. Eu terei que TER o conhecimento correcto de como FAZER. Toda a sequência, todos os ingredientes ... não um leite qualquer, mas AQUELE tipo de leite. Com a manteiga, a mesma coisa, etc...

A este método ideal, testado e aprovado, chamamos BOA TECNOLOGIA. A palavra 'tecnologia' significa basicamente a forma ou método para fazer algo. Tecnologia é uma palavra que evoluiu da junção de duas outras palavras gregas -  'techne', que significava arte ou habilidade e 'logos' que significava discurso ou também pensamento. Esta última palavra grega também significava conhecimento. Então podemos dizer que tecnologia poderia originalmente significar 'conhecimento da arte'. Por outras palavras, saber a arte de fazer algo ou saber como fazer. Vendo bem o significado original - 'discurso'-  poderemos deduzir que o conhecimento a que nos referimos se trata de conhecimento passível de ser transmitido. E transmitido de qualquer forma, incluindo na forma escrita ou por outros meios.

Pois bem! Para cada coisa que é feita, seja ela qual for, existe uma tecnologia para a fazer. Falo em pastel de nata apenas para chamar a vossa atenção. A minha mensagem aqui é que há algo mais transcendente e que nos afecta a todos, e da qual podemos ser efeito, ou sobre a qual podemos ser causa. A vida! A forma como vivemos.

Haverá uma Boa Tecnologia de Vida? Será que existe a receita ideal para uma vida ideal? Todos podemos ver que existem pessoas que são muito mais bem sucedidas e felizes do que outras. O erro está normalmente em atribuir essa diferença à sorte e ao acaso. Poucas pessoas atribuem isso ao talento e ao conhecimento. E é curioso observar que são as pessoas com menos êxito que justificam o sucesso com a mera sorte. E a explicação é simples - quando as pessoas reconhecem que a sorte pouco ou nada tem a ver  com o sucesso, elas arregaçam as mangas, lançam-se ao trabalho e vencem em maior  ou menor medida. Basta esse pequeno conhecimento - o sucesso depende do talento, do esforço e do trabalho e pouco, ou nada,  da sorte, do acaso ou das circunstâncias externas - para as pessoas iniciarem uma vida melhor. É um pequeno pedaço de conhecimento. Uma pequena gota do imenso mar da Arte de Viver. No entanto, até esse pequeno pedaço é negligenciado, invalidado e maltratado.

Em cada pessoa infeliz, mal sucedida e com a vida a andar para trás encontramos, quase invariavelmente, uma falta considerável de conhecimento sobre a como viver. Inversamente, e cada pessoa feliz e bem sucedida na vida, encontramos um grande domínio da Arte de Viver. 

Se alguém se der ao trabalho de observar pessoas mal sucedidas e outras bem sucedidas tendo o cuidado de tirar as devidas conclusões sobre a forma como cada um desses personagens vive realmente, esse alguém vai aprender, desta forma bastante simples, que existem melhores e piores métodos de viver. É a isso que eu me refiro. Boa Tecnologia de Vida. A boa notícia é que esta tecnologia existe e está disponível para toda e qualquer pessoa que assuma que pode aprender a viver melhor.

Dia 26-5-2004, Webmaster - Parabéns ao FCP
O Futebol Clube do Porto deu mostras de que em Portugal existem profissionais, ideias, projectos, métodos e técnicas que se comparam ao que de melhor existe na Europa e até (posso atrever-me a dizer) no Mundo. Parabéns pela Taça dos Campeões Europeus.

Dia 22-5-2004, Webmaster - Fingir e agradar
Quem deseja agradar deseja criar felicidade. Mesmo a fingir, se outrem fica feliz que importa ser sincero?

Se agradar é o nosso desejo, afinal fingir é apenas um meio para lá chegar. Podemos buscar a sinceridade do homem que oferece um ramo de flores a uma mulher. Se ela fica feliz e esse o seu desejo, bem vale a pena fingir que se dá valor às lindas flores.

É um fingidor? Sim! Um fingidor que deseja, sinceramente, criar felicidade. Ele é um fingidor. Ele é um criador. Ele concretiza o desejo sincero, usando o fingimento. No final de tudo o sorriso aparece e a felicidade também. E quando nos damos conta, já nos esquecemos que estávamos a fingir. Por fim acabamos por descobrir que, afinal, tudo aquilo que pensámos ser fingimento afinal não o era, porque o nosso desejo era mesmo, mesmo sincero.

O poeta é um fingidor. E todos nós temos um pouquinho de poetas. Graças a Deus!

Dia 16-5-2004, Webmaster - Parabéns ao Benfica pela Taça
Depois de vários anos sem ganhar títulos, ganhar a taça de Portugal tem, de certo, muita importância para todos os benfiquistas. Os nossos parabéns!

Visite o site oficial do Benfica

Esta vitória foi muito justamente dedicada aos jovens Fehér e Bruno Baião. É nosso desejo que esta dedicatória possa atenuar, dentro do humanamente possível, a dor das famílias e dos amigos destes dois atletas.

Dia 20-4-2004, Webmaster - Que a sua próxima vida seja ainda mais gratificante
Faleceu hoje o Sr. Raul Vicente, o nosso presidente da Junta de Milfontes. A gravidade da doença que assolou o seu corpo já deixava adivinhar que fosse este o desfecho do seu internamento hospitalar. Raul Vicente foi um homem do Povo e foi para este Povo que ele trabalhou nos últimos anos desta sua vida. Só por esse facto, ele merece o nosso respeito e consideração.

A morte é sempre algo que nos aflige. Não só por se tratar de um fenómeno que envolve quase sempre sofrimento mas principalmente por cortar laços afectivos com os amigos e os familiares. É nosso profundo desejo que a aflição seja tão ténue quanto o coração o permita e que o sofrimento dê lugar à esperança. Esperança de que a morte não seja aquilo que aparenta. Que morte seja apenas o fim de um ciclo e o início de um outro. Que a morte seja afinal, e tão apenas, o abandonar de um corpo envelhecido e doente e um renascimento de uma nova criança algures entre nós. Uma criança que receberá, como todas as crianças devem receber, o nosso carinho, a nossa  protecção e a nossa maior fraternidade.

Aos familiares e amigos, os nosso sinceros pêsames.

Dia 21-3-2004, Webmaster - Chegou a Primavera
A Primavera chegou, meus amigos! É verdade que existem coisas más por aí. E é verdade que as nossa televisões se esforçam muito (mesmo muito) em nos mostrar os podres sem dar qualquer atenção às coisa boas que este planeta tem.

Pois muito bem! A Primavera chegou e já se pode sentir algo no ar. Mais calor, mais cor e mais alegria. É verdade ... quando o tempo melhora as pessoas ficam mais alegres. Pois, deixemo-nos levar pela alegria da Primavera e, sem esquecer que coisas más existem, tenhamos a consciência que aquilo que nos mostram todas as noites nos telejornais é, sem dúvida, uma coisa exagerada, retorcida e seleccionada de modo a ser o mais  enturbulante* possível. Mas como todo o "mau feitor" é, por norma, burro, as nossas televisões não são excepção. "Felizmente" eles insistem tanto, tanto, tanto nessa forma nefasta de jornalismo que acabam por cair no ridículo. E até as pessoas mais distraídas já começam a perceber este conceito e começam a mudar de canal para evitarem ver tantas desgraças juntas, noite após noite, após noite, após noite. Chiça, penico!!!

A Primavera, como diria um inocente (e sábio)  menino de 6 anos, "é uma coisa linda e nós gostamos muito dela". Olhemos para ela e pensemos quão bela pode ser a nossa vida se tivermos a coragem de sermos felizes. Sim, porque para sermos felizes é preciso coragem. Coragem para confrontar tudo aquilo que nos tenta impedir de lá chegar.

* Enturbulante= Que causa mau estar emocional.

[Página 2]

 

Site optimizado para IE4 ou superior (resolução de 800x600)

Copyright © Milfontes ponto Net!